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Noites mal dormidas e distúrbios do sono podem ser fatores de risco para hipertensão

Insônia e privação do sono podem impactar o funcionamento do sistema cardiovascular

Insônia e privação do sono podem impactar o funcionamento do sistema cardiovascular Freepik

A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é um mal que afeta mais de 38 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, e pode ser desencadeada, entre outros fatores, por distúrbios do sono ou pela recorrência de noites mal dormidas – seja devido a insônias ou a uma rotina de privação do sono.

A neurologista Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono, explica que dormir bem é importante para garantir que o sistema cardiovascular funcione de maneira saudável. Isso porque ocorre um relaxamento durante a fase do sono chamada de ondas lentas, na qual a frequência cardíaca e arterial ficam mais baixas, e acontece uma diminuição da resistência vascular periférica.

Por outro lado, quando há interferências durante o período de descanso, pode ocorrer um estresse da função cardiovascular, o que eleva os riscos para um quadro de hipertensão arterial.

Pessoas diagnosticadas com apneia do sono, um distúrbio caracterizado pela ocorrência de pausas na respiração enquanto a pessoa dorme, têm o risco ainda mais elevado, segundo a especialista. Nestes casos, é a quantidade de pausas respiratórias que contribuem para um quadro de hipertensão.

“Toda vez que acontece uma apneia, ocorre um pequeno despertar que muitas vezes a pessoa não percebe. Por exemplo, uma pessoa que tem cinquenta apneias por hora, pode ter cinquenta micro despertares, e isso ajuda a aumentar a pressão, tira a pessoa daquela paz cardiovascular e aumenta a adrenalina. Então isso pode aumentar a resistência dos vasos periféricos e com o tempo pode causar a hipertensão”, ressalta Dalva.

Problemas de insônia ou de privação do sono também são fatores de risco para pressão alta, segundo a neurologista, pela mesma capacidade de descompensar o sistema cardiovascular.

Além disso, a pesquisadora chama a atenção para uma tendência cada vez mais comum: pessoas que optam ou precisam diminuir as horas de sono para conseguirem cumprir com as demandas do dia a dia.

“Existe uma preocupação grande com o encurtamento do número de horas de sono, porque isso não é um hábito saudável, [dormir bem] é uma necessidade do organismo, não é algo que dê para dispensar. É realmente necessário dormir um pouco mais e obedecer essa necessidade do organismo para que ele funcione de maneira adequada”, afirma Dalva.

O ideal, de acordo com a especialista, é que adultos durmam, em média, entre sete e oito horas por noite. Menos que seis horas, por exemplo, já não é considerado saudável e está associado a complicações cardiovasculares e metabólicas.

Neste sentido, vale destacar a importância do diagnóstico e tratamento de distúrbios do sono, além da manutenção de hábitos saudáveis para garantir noites bem dormidas, com um sono verdadeiramente reparador.

Para manter uma boa higiene do sono, conforme orienta a neurologista, é importante manter uma regularidade, com horários para deitar e acordar; apostar na prática de atividades físicas; evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de ir dormir e não consumir bebidas cafeinadas após as quatros da tarde, e também evitar a exposição a telas e mídias interativas antes de ir para a cama.

Os principais sintomas de hipertensão, que podem aparecer quando a pressão está acima de 14 por 9 – indíce de preocupação –, são dores no peito, tonturas, zumbido no ouvido, dor de cabeça, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Comer para dormir bem: saiba em quais alimentos investir e quais evitar durante a noite: 

 

Fonte: R7 – Saúde

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