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quinta-feira, fevereiro 22, 2024

Cachaça zero álcool sai da pegadinha de 1º de abril para a vida real

Meu passatempo predileto em Londres era investigar e esquadrinhar cada produto que se vendia no supermercado –minha filha mandava mensagem perguntando se eu estava bem, quando eu demorava a voltar das compras.

Uma gôndola em particular me intrigava na loja do Waitrose do Brunswick Centre: era toda dedicada a destilados sem álcool. Sim, completo paradoxo. Gim sem álcool, rum sem álcool, uísque sem álcool.

Vodca sem álcool não tinha, porque talvez alguém percebesse que estavam vendendo água mineral por um preço 50 vezes maior.

Não cabe na minha cabeça uma coisa dessas. Se é para dar gosto de gim num coquetel sem álcool (mocktail), bastava um frasco de colírio para pingar meia dúzia de gotas de gosto de gim –zimbro e outros extratos vegetais.

Enfim é o marketing dos anos 2020.

Cachaça sem álcool, alguém consegue imaginar?

Pois acabo de saber, via os perfis degenerados que sigo nas redes sociais, que na Alemanha se vende Pitú 0,0%. Não pode levar as palavras “cachaça” nem “aguardente” no rótulo, porque não arde nada além da alma de quem inventou tamanho disparate.

Alemães adoram Pitú, tanto que são eles quem pegam a caninha original para tirar o álcool numa fábrica alemã.

O fabricante brasileiro, em Vitória de Santo Antão (PE), não fala nada dessa inovação no site nacional. Claro, não vão queimar o próprio filme.

Aliás, a Pitú fez uma ação publicitária no 1º de abril de 2014, justamente brincando com o absurdo de um produto como a caninha sem álcool.

Mas ela está lá, verdadeira, na página feita para os gringos.

Gostaria de saber a opinião dos amigos compatriotas, em especial dos pernambucanos.

Fonte: Folha de S.Paulo – Gastronomia

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