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terça-feira, maio 28, 2024

Brasil pode aproveitar recuo de concorrentes para ganhar mercado em outros países

DOUGLAS GAVRAS
SÃO PAULO, SP E LAS VEGAS, EUA (FOLHAPRESS)

O Brasil tem espaço para ganhar mercado mesmo em países que já são os principais destinos das exportações brasileiras, de acordo com dados do Mapa de Oportunidades Comerciais da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Em 2023, as exportações brasileiras atingiram recorde de US$ 339,7 bilhões, um crescimento de 1,7% ante 2022. Já as importações somaram US$ 240,8 bilhões, uma queda de 11,7% em comparação com o ano anterior —o saldo foi positivo em US$ 98,8 bilhões.

Os principais destinos dos produtos brasileiros no ano passado, considerando as vendas por país e não por blocos, foram China (30,7%), Estados Unidos (10,9%), Argentina (4,93%), Holanda ou Países Baixos (3,57%) e México (2,53%).

Pelo mapa da Apex, é possível consultar onde os principais concorrentes do Brasil em determinados grupos de produtos perderam espaço entre 2018 e 2021 (período mais recente analisado) e como os brasileiros se saíram naquele mercado.
Na China, principal parceiro comercial do país, o maior concorrente do Brasil no segmento de couros, a Itália, teve uma queda de 11,41% nas vendas, enquanto o Brasil avançou 0,07%.

Para Cláudia Trevisan, diretora-executiva do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China), o avanço da China nas últimas décadas teve impacto positivo sobre a região, que se transformou na mais dinâmica da economia mundial.

“A formação de cadeias de produção eficientes integrou os países da Ásia e muitos dos emergentes experimentaram o mesmo processo de crescimento da renda per capita vivido pela China, o que aumentou sua demanda por alimentos e outros produtos exportados pelo Brasil.”


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Segundo ela, o Brasil tem o desafio de criar na China uma imagem de país fornecedor de bens de consumo de qualidade, principalmente no setor de alimentos, mas não apenas.

“Há oportunidades em moda, cosméticos, calçados, sucos e produtos ligados à saúde. E as empresas têm de enfrentar a tarefa de promover suas marcas em um mercado extremamente competitivo. Os três principais produtos de exportação para a China —soja, minério de ferro e petróleo— chegam aos portos, mas não aos shoppings e supermercados chineses.”
Com a transição energética e a meta da China de alcançar neutralidade de carbono em 2060 também há oportunidades em biocombustíveis, principalmente nos setores de aviação e transporte marítimo.

Uma questão que tem preocupado, no entanto, é a deflação chinesa, e os sinais de desaceleração do país. A China teve deflação de 0,3% em dezembro de 2023 no índice de preços ao consumidor. Esse foi o terceiro mês seguido de queda de preços.


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Fonte: R7 – Brasil

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