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Borboleta rara é fotografada no Parque Córrego da Luz

Uma das borboletas mais belas e raras do mundo, a borboleta 88, cujo nome científico é Diaethria clymena, foi fotografada no Parque Natural Municipal Córrego da Luz, na região serrana de Casimiro de Abreu.

O registro foi feito pela gestora das Unidades de Conservação Municipais da Secretaria de Meio Ambiente, Gabriela Mucelim, durante uma ação de fiscalização na Unidade de Conservação. Típica do bioma da Mata Atlântica, a espécie está na lista dos animais ameaçados de extinção.

Para o secretário de Meio Ambiente, o biólogo Samuel Neves, o registro da espécie reforça a importância da preservação das florestas para garantir a saúde e estabilidade de nossos ecossistemas.

“A extinção dessa espécie pode ter efeitos devastadores nos ecossistemas. Borboletas desempenham um papel crucial na polinização, que é essencial para a reprodução de muitas espécies de plantas. Sem borboletas, as plantas que dependem delas para a polinização podem ter dificuldades para sobreviver, o que, por sua vez, pode afetar os animais que dependem dessas plantas para se alimentar. Além disso, borboletas são uma importante fonte de alimento para muitos predadores, incluindo aves e mamíferos”, explicou.

Parque Córrego da Luz

Com 107 hectares de Mata Atlântica preservados, o Parque Natural Municipal Córrego da Luz foi criado com os objetivos de proteger e preservar os ecossistemas naturais da Mata Atlântica, permitir a realização de pesquisa científica, além de propiciar o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e turismo ecológico.

Seu nome faz menção ao rio Córrego da Luz, que cruza toda a localidade e resguarda grande importância por propiciar o turismo de lazer em Casimiro de Abreu.

O Parque é um importante elo para a ligação das florestas da APA de Macaé de Cima e das Reservas Biológicas União e de Poço das Antas. A unidade de conservação ainda compõe o corredor ecológico da Serra do Mar e do Mosaico Mico-Leão-Dourado, áreas de preservação da biodiversidade consideradas extremamente alta.

A região preserva rica biodiversidade de fauna e flora da Mata Atlântica. Um levantamento sobre a fauna local registrou a ocorrência de pelo menos 112 espécies de aves, sendo 22 endêmicas, como tangará, pica-pau rei, periquito-rico, saracuna do mato, beija-flor-rajado, chauá. Também foi identificado o anhangá, ave criticamente em perigo, além das espécies coleiro do brejo e a cigarra-verdadeira, que estão em perigo de extinção. Entre as espécies vulneráveis, destacam-se o maguari, biguatinga, pato do mato e o curió. Entre os mamíferos, destacam-se o bugio, macaco-prego, onça parda, jaguatirica, além do mico-leão-dourado, espécie endêmica e ameaçada de extinção.

Fonte: RJNEWS – Meio ambiente

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