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Oitavas da Champions, data 4: duas igualdades lógicas e naturais

O gol de João Félix, do Atlético de Madrid, contra o Manchester United

O gol de João Félix, do Atlético de Madrid, contra o Manchester United @ChampionsLeague

Ninguém pode considerar absurdo e despropositado o triunfo do Liverpool sobre a Internazionale mesmo em Milão e pelo placar folgado de 2 X 0. Foram normais e lógicos os empates do Bayern e da Juventus, ambos em viagem, contra o RB Salzburg e o Villarreal. Idem, os sucessos domésticos do PSG e do Chelsea sobre o Real Madrid e o Lille. Impactante, talvez, só a vastidão do placar, 5 X 0, do Manchester City sobre o Sporting em Lisboa. Assim, sobrou para esta quarta-feira, dia 23 de Fevereiro, a expectativa de que uma zebra galopasse, airosa, em algum jogo da primeira parte das oitavas de final desta Champions League da Europa, 2021/2022.

O gol de Yaremchuk, do Benfica, contra o Ajax

O gol de Yaremchuk, do Benfica, contra o Ajax @ChampionsLeague

Não houve a zebra, não houve a surpresa, mas empates, de certa maneira esperados, nas pugnas que completaram as oito das oitavas: Atlético de Madrid 1 X 1 Manchester United e Benfica 2 X 2 Ajax. Um detalhe fundamental, de todo modo: em Junho de 2021 a UEFA, a entidade que administra o Futebol no Velho Continente, aboliu uma regra datada de 1995, e nos mata-matas, em caso de uma igualdade em pontos e de mesma diferença de gols, já não contam mais em dobro aqueles anotados no campo do adversário. Todos os eventuais impasses, ao se encerrarem as pelejas de retorno, se solucionarão com uma prorrogação e, se necessário, com a loucura lotérica dos penais. Eis as sínteses das contendas desta quarta e as fichas técnicas das seis partidas anteriormente realizadas.

Yaremchuk, o autor do tento do empate do Banfica

Yaremchuk, o autor do tento do empate do Banfica
@ChampionsLeague

BENFICA (Por) 2 X 2 AJAX (Nee, ex-Hol)
Lisboa, Estádio da Luz, 64.642 lugares
Público: 38.832
Árbitro: Slavko Vincik (Eslovênia)
Gols: Haller/con, Yaremchuk X Tadic, Haller
Retorno em 15 de Março

Os lisboetas da “Águia” desfrutaram seu apogeu bem no início da década de 60, idos de Eusébio e Coluna, quando arrebataram um bi perfeito na Champions, em 1961 e em 1962. Os “Filhos dos Deuses” da ex-Holanda, rebatizada de Neerlândia, no começo da década de 70, os tempos de Johan Cruijff, acumularam um tri puro de 1971 até 1973.
Providencialmente, aos 18’, com a ajuda dos adversários, o Ajax abriu o placar. O arqueiro Odisseas Vlachodimos, grego, bateu tenebrosamente um tiro de meta, Grimaldo escorou pior ainda a pelota, Mazroui escapuliu através do flanco destro cruzou e num voleio lindo Tadic fez 1 X 0.

Infortúnio dos “Deuses”, a “Águia” igualou, aos 26, num gol de flipperama, a bola a bater e rebater, lado a lado, na área do Ajax, até o desvio de Haller, involuntário, claro, contra as suas próprias redes. Haller, de todo modo, é um artilheiro a favor. Já tinha dez gols nesta edição da ChL, e havia anotado em todas as partidas do seu clube. Voltaria a vibrar logo aos 29, no desfrute de uma bola que o grego soltou exatamente à sua frente, Ajax 2 X 1. Apoiado pela torcida fiel, que pintou o seu estádio de encarnado, o time da casa não desistiu de batalhar. Mas, demorou até os 72’ para obter os 2 X 2. Num buraco inesperado da defesa do visitante, Gonçalo Ramos conseguiu desferir um petardo que exigiu uma acrobacia espetacular de Pasveer. Só que o arqueiro espalmou de volta ao miolo da área, direto na testa de Yaremchuk. O Benfica se livrou da derrota. Mas, não lhe promete tranqüilidade sua volta em Amsterdam.

ATLÉTICO (Esp) 1 X 1 MANCHESTER UTD (Ing)
Madrid, Estádio Wanda Metropolitano, 68.456 lugares
Público: 63.273
Árbitro: Ovidiu Hategan (Romênia)
Gols: João Felix X Elanga
Retorno em 15 de Março
Principal artilheiro da história da ChL, o luso Cristiano Ronaldo, 140 tentos em 181 apresentações, ainda devia uma exibição mais do que suficiente aos “Red Devils” de Manchester nesta sua segunda passagem pelo clube que já havia defendido entre 2003 e 2009. Os “Colchoneros” e o United, aliás, jamais se cruzaram, antes, numa ChL. E só uma vez duelaram na antiga Copa dos Ganhadores de Copas, 991. Então, os ibéricos despacharam os ingleses com uma vitória e uma igualdade, o agregado de 4 X 1.

Outro luso, João Félix, companheiro do CR7 na seleção das “Cinco Quinas”, colocou o Atleti na frente do placar, aos 7’, ao voar de cabeça, entre três zagueiros, depois de um cruzamento perfeito do brasileiro Renan Lodi, um ex-Atéltico – mas do Paraná. Na medida em que o combate se desenvolvia, mais ficava ostensiva a irritação do CR7 com o seu time. Solitário, isolado no miolo da bequeira, não recebia uma bola redonda. De fato, o treinador Cholo Simeone soube como estruturar uma proteção consciente e bem atenta frente o arco de Jan Oblak. Aconteceria, no entanto, o tento do 1 X 1, e pelo atleta mais inesperado, o recém-entrado Anthony Elanga, de 19 anos, sueco de pai camaronês, que desfrutou um lançamento extemporâneo de Bruno Fernandes e bateu de chapa na saída de Oblak. Obvio que no retorno, em Old Trafford, mesmo com um CR7 mal-humorado, será franco favorito o seu United.

As seis outras pelejas:

SPORTING (Por) 0 X 5 MANCHESTER CITY (Ing)
Lisboa, Estádio José Alvalade, 50.095 lugares
Público: 48.129
Árbitro: Srdjan Jovanovic (Sérvia)
Gols: Mahrez, Bernardo Silva/2, Foden, Sterling
Retorno em 9 de Março

PSG (Fra) 1 X 0 REAL MADRID (Esp)
Paris, Parc des Princes, 47.929 lugares
Público: 47.443
Àrbitro: Daniele Orsato (Itália)
Gol: Mbappé
Retorno em 9 de Março

RB SALZBURG (Aus) 1 X 1 BAYERN (Alemanha)
Salzburgo, Stadion Salzburg, 31.895 lugares
Público: 25.520
Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Gols: Adamu X Coman
Retorno em 8 de Março

INTERNAZIONALE (Ita) 0 X 2 LIVERPOOL (Ing)
Milão, Stadio Giuseppe Meazza, 75.923 lugares
Público: 37.918
Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)
Gols: Firmino, Salah
Retorno em 8 de Março

CHELSEA (Ing) 2 X 0 LILLE (Fra)
Londres, Stamford Bridge, 41.837 lugares
Público: 38.832
Árbitro: Jesús Gil Manzano (Espanha)
Gols: Havertz, Pulisic
Retorno em 16 de Março

VILLARREAL (Esp) 1 X 1 JUVENTUS (Ita)
Villarreal, Estádio de la Cerámica, 23.500 lugares
Público: 17.686
Árbitro: Daniel Siebert (Alemanha)
Gols: Parejo X Vlahovic
Retorno em 16 de Março

Esta Champions League agora desembarca na 67ª edição desde a sua criação, em 1955, como Champions Cup, a 30ª desde sua ampliação em 1993. Começou, no dia 22 de Junho de 2021, com 80 agremiações de 54 das 55 federações da UEFA. Única e curiosa exceção, Liechtenstein, de sete equipes que participam, a convite, de campeonatos da Suíça. Na atual formatação, preservou os 26 clubes de ranking superior e colocou os outros 54 num moedor de eliminatórias, de modo que, em mata-matas, sobrassem só seis. Esses resistentes, mais os 26 privilegiados, ou 32, acabaram divididos por sorteio em oito chaves de quatro. Sobreviveram os campeões e os vices de cada Grupo. Os terceiros colocados, consolo, mereceram a oportunidade de uma repescagem nos playoffs da Europa League.

No dia 11 de Dezembro, com os times divididos em dois  potes, um para os campeões, outro para os vices, ocorreu um novo bingo e se estabeleceram os desafios de ida e de retorno das oitavas de final, os  campeões com a primazia de mandar as pugnas de volta. Evitaram-se os confrontos de clubes de mesmo país e de mesmo Grupo. Na soma de todas as fases desta CL, desde o moedor das eliminatórias até os desafios desta quarta-feira, aconteceram 197 jogos e se anotaram 562 tentos, a média de 2,85. E ainda, num continente que, aos solavancos, escapa da impiedade que a Covid-19 perpetrou, se revelou excelente a afluência de público aos estádios da competição. Da fase das chaves em diante, 3.325.156 espectadores presenciaram 104 porfias, média de 31.973. A UEFA, entidade que organiza o Futebol no Continente, projetou as quartas de final para 5/6 e 12/13 de Abril, as semis para 26/27 de Abril e 3/4 de Maio, e a decisão para um sábado, dia 28 de Maio de 2022, na Krestovsky Arena de São Petersburgo, Rússia. Tal sede, porém, hoje depende do desenrolar da crise que assola Rússia e Ucrânia;

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Fonte: R7 – Esportes

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