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Coordenadora deixa cargo após UnB exigir passaporte da vacina

Faculdade de Medicina da UnB

Faculdade de Medicina da UnB Secom UnB/Divulgação

A coordenadora da graduação em Medicina da UnB (Universidade de Brasília), Selma Kuckelhaus, encaminhou nesta quinta-feira (27) um pedido para deixar o cargo. A solicitação foi feita à direção da unidade e ocorreu depois que a universidade decidiu exigir a apresentação de comprovante de vacinação contra a Covid-19 para permitir a entrada em suas dependências.

Selma também enviou um comunicado aos membros do curso em que informa sobre sua decisão. No texto, ela diz que deixa o posto por estar em desacordo com as determinações da gestão da UnB. Ela também afirmou que não tomou nenhuma dose do imunizante contra Covid.

“Torno pública a minha decisão, devidamente formalizada ao diretor da FM nesta data, de me desligar da coordenação da graduação do curso de medicina. Tal decisão foi motivada pela recente implantação do passaporte sanitário na Faculdade de Medicina, que hoje foi aprovada pelo CAD para toda a comunidade universitária. Assim, e considerando que componho o grupo de servidores não vacinados, a minha posição como coordenadora ficou em desacordo com a gestão da faculdade”, escreveu.

A exigência do passaporte de vacinação foi aprovada por unanimidade pelo CAD (Conselho de Administração) da UnB na manhã desta quinta e entra em vigor nos próximos 15 dias. O documento já é cobrado de estudantes, professores e servidores no RU (Restaurante Universitário) e na Biblioteca Central no campus Darcy Ribeiro. Um levantamento da UnB mostra que 92% da comunidade acadêmica, entre docentes, estudantes e técnicos, completou o ciclo vacinal.

Selma Kuckelhaus pediu para deixar cargo na UnB

Selma Kuckelhaus pediu para deixar cargo na UnB
Facebook/Reprodução

“Parabéns à nossa comunidade e aos membros do Conselho de Administração por entenderem a necessidade dessa medida adicional para continuarmos preservando vidas”, escreveu a reitora da UnB, Márcia Abrahão.

No comunicado enviado aos integrantes do curso de medicina, Selma afirmou entender que é uma “incongruência a imposição do passaporte sanitário, desconsiderando os indivíduos que se recuperaram da infecção pela Covid-19 e que possuem imunidade natural, bem como aqueles que não sentem segurança nas vacinas disponíveis e julgam que o risco supera o benefício. Além disso, sou árdua defensora das liberdades individuais” (veja comunicado na íntegra ao final da reportagem).

A UnB emitiu uma nota em que afirma que não houve voto contrário à medida aprovada pelo CAD, que a indicação aos cargos diz respeito à organização interna das unidades e que o ocupante da função tem o direito de deixar o posto por vontade própria, “respeitadas as determinações do regimento interno”.

“A Universidade de Brasília permanece guiada pela ciência e pela democracia, preservando vidas. No cumprimento de sua missão, a UnB orienta que, além da adoção dos protocolos de segurança, toda a população esteja vacinada” (veja ao final da reportagem a nota na íntegra).

 

 

 

 

Comunicado de Selma Kuckelhaus

 

 

 

 

Prezados professores, técnicos e estudantes,

Torno pública a minha decisão, devidamente formalizada ao diretor da FM nesta data, de me desligar da coordenação da graduação do curso de medicina.

Tal decisão foi motivada pela recente implantação do passaporte sanitário na Faculdade de Medicina, que hoje foi aprovada pelo CAD para toda a comunidade universitária. Assim, e considerando que componho o grupo de servidores não vacinados, a minha posição como coordenadora ficou em desacordo com a gestão da faculdade.

Em acréscimo, declaro que sou sensível ao momento pandêmico vivenciado por todos nós, bem como às soluções criadas para o cuidado dos pacientes. Dentre essas, é sabido que as vacinas estão em desenvolvimento e, nessa fase, tanto a segurança quanto a eficácia sucitam inúmeros questionamentos. Para além disso, as vacinas disponíveis não impedem a infecção, tampouco o contágio, como demonstrado pelos inúmeros casos de infecção de indivíduos vacinados.

Diante do exposto, entendo ser uma incongruência a imposição do passaporte sanitário, desconsiderando os indivíduos que se recuperaram da infecção pela Covid-19 e que possuem imunidade natural, bem como aqueles que não sentem segurança nas vacinas disponíveis e julgam que o risco supera o benefício. Além disso, sou árdua defensora das liberdades individuais.

Declaro a todos que sou muito grata à gestão da FM pela confiança depositada a mim, bem como pelo amplo aprendizado adquirido ao longo dos últimos três anos. Minha gratidão a todos os professores, servidores técnicos da secretaria de graduação e direção, bem como aos estudantes.

Com votos de que haja pacificação e bom senso na tomada das decisões pelos gestores da universidade, me coloco à disposição para auxiliar a todos na medida das minhas habilidades.

Graça e paz a todos!

Profa. Selma Kuckelhaus
MOR/FM/UnB

Nota da UnB

A ampliação da exigência do comprovante de vacinação contra Covid-19 em todas as edificações da Universidade de Brasília (UnB) foi uma decisão do Conselho de Administração (CAD) da instituição. A medida foi aprovada sem votos contrários, em reunião realizada nesta quinta-feira (27), e passa a valer a partir do dia 11 de fevereiro.

A indicação de docentes aos cargos de coordenação de cursos da UnB diz respeito à organização interna das unidades acadêmicas, sendo assim decidida por seus conselhos e colegiados específicos. O docente em cargo de coordenação de curso pode deixar a função por decisão própria, respeitadas as determinações do regimento interno de sua unidade.

A Universidade de Brasília permanece guiada pela ciência e pela democracia, preservando vidas. No cumprimento de sua missão, a UnB orienta que, além da adoção dos protocolos de segurança, toda a população esteja vacinada.

Universidade de Brasília

Fonte: R7 – Educação

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