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Trento nega ter pedido ajuda de Bolsonaro a favor da Precisa

Trento: 'Bolsonaro enviou um telegrama ao primeiro-ministro da Índia pedindo antecipação de vacinas'

Trento: ‘Bolsonaro enviou um telegrama ao primeiro-ministro da Índia pedindo antecipação de vacinas’ Edilson Rodrigues/Agência Senado – 23.09.2021

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, o diretor institucional da Precisa Medicamentos, Danilo Trento, negou ter pedido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que intercedesse junto ao governo indiano pela Precisa Medicamentos. A empresa firmou um contrato com o Ministério da Saúde de R$ 1,6 bilhão para venda de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech, mas que foi cancelado após apurações da CPI.

Questionado sobre as pessoas envolvidas na negociação no Ministério da Saúde, Trento apenas disse que como diretor institucional, não participou das negociações. Ele usou a mesma resposta em diversas outras perguntas, sempre alegando que a sua função era outra, e que não saberia responder. Na maior parte do depoimento, ele se manteve em silêncio.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL), então, citou que o presidente Jair Bolsonaro enviou um telegrama ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em janeiro deste ano, pedindo antecipação de vacinas e dizendo que dentre as vacinas selecionadas pelo governo brasileiro estava a produzida pela Bharat. Na época, o governo ainda não havia assinado contrato para compra da Covaxin.

Calheiros perguntou que pessoas do governo federal procuraram o presidente da República para que ele pedisse isso ao primeiro-ministro, e Trento afirmou inicialmente que “da Precisa, ninguém”. Perguntado se não foi a Precisa que levou a Bolsonaro o pedido para falar com o primeiro-ministro, mudou a resposta e disse apenas que ele, como diretor institucional, não levou. O relator, então, questionou novamente se não foi a Precisa, e ele disse: “Acredito que não”. Em seguida, o diretor afirmou que não conhece quem levou esse pedido a Bolsonaro e se levou. “Eu, como diretor institucional, não levei”, pontuou.

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