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terça-feira, março 5, 2024

Alto custo da moradia em Brasília leva famílias a buscarem opções no entorno do DF

Mas as famílias buscam, além do metro quadrado acessível, qualidade de vida nos projetos. Valparaíso de Goiás, por exemplo, se tornou uma das principais opções

Conhecida por seu alto custo em moradia, Brasília é a terceira maior cidade brasileira e também uma das cinco capitais com os imóveis mais caros do país. Foi o que apontou o Índice Fipe ZAP, divulgado pelo DataZAP+, em dezembro. Segundo o relatório, que inclui as cidades satélites no levantamento, o preço médio de venda de lançamentos residenciais custa R$ 8.954, mas pode chegar a mais de R$ 10 mil dependendo da região.

O alto preço, explica o especialista imobiliário Cleberson Marques, está associado à grande procura, por se tratar de uma capital federal, associada pela disponibilidade de terrenos para incorporação – uma vez que a maioria deles pertence ao Governo do Distrito Federal (GDF) e depende de liberação para receber projetos.

Consequência disto ao longo dos anos foi o crescimento da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), em ritmo muito superior à capital federal. Valparaíso de Goiás, por exemplo, aumentou sua população em 51,68% entre 2010 e 2022, apontou o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – enquanto o crescimento de Brasília no mesmo período foi inferior a 10%.

“Sabemos que o entorno é uma região muito ligada à Brasília, mas é importante compreender que as famílias não se limitam mais em encontrar um metro quadrado acessível. Elas vêm procurando, sobretudo, alternativas que lhe garantam maior qualidade de vida também”, salienta Cleberson Marques. No caso de Valparaíso, entre 2010 e 2020, segundo o IBGE, o crescimento econômico da cidade foi de 140,6%, bem acima do registrado por Brasília, no mesmo período, que foi de 84%. “Além disso, a cidade tem avançado na oferta de lazer, gastronomia e projetos imobiliários”, completa.

Este é o contexto do bom desempenho do Reserva do Vale, cidade criativa que está sendo implantada em Valparaíso de Goiás, em uma área de mais de dois milhões de metros quadrados. Para se ter uma ideia, ela equivale a 80% do tamanho da cidade de Águas Claras, também na região do Entorno do DF, mas tem uma concepção inédita para a região. O projeto foi desenvolvido sob os pilares de cidade criativa, e traz tudo o que uma família precisa: cultura, lazer, trabalho, serviços e moradia.

“Brasília é uma cidade setorizada e isso torna a rotina do brasiliense um pouco mais difícil em termos de deslocamento. Nós estamos trazendo uma proposta na direção oposta, uma cidade criativa onde as pessoas moram, tem lazer, conveniências, cultura, e até trabalham se quiserem”, explica Cleberson Marques, ao informar que os estoques dos dois condomínios horizontais já lançados no Reserva do Vale esgotaram em 2023.

Para 2024, o especialista imobiliário, que também atua no desenvolvimento do projeto, informa que a Plano Urbano, responsável pelo Reserva do Vale, está com previsão de mais de R$150 milhões em lançamentos para o próximo ano na cidade criativa. “Um novo condomínio horizontal, um street mall e prédios residenciais fazem parte do planejamento”, diz.

Maior demanda
No próximo ano, a expectativa é que haja uma maior demanda para o mercado imobiliário em 2024, seguindo a curva decrescente da taxa Selic de agosto até este mês de dezembro – que declinou de 13,75% para os atuais 11,75% ao ano, sendo a quarta queda consecutiva de 2023.

“O Banco Central, por meio da ata da última reunião do Copom [Comitê de Política Monetária], sinalizou que essa sequência de quedas seguirá em 2024”, comenta. Cleberson Marques explica que, com a queda de juros, mais famílias conseguem ter financiamento aprovado, uma vez que o valor da parcela diminui. “Se nos próximos dois anos, a taxa cair para 7%, a gente pode incluir quase que o dobro de famílias com potenciais de compra”, calcula.

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