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O São Paulo se livrou de Pablo, mais cara contratação da história. Desperdiçou R$ 60 milhões, puro amadorismo

A rescisão de Pablo, publicada no BID da CBF. A concretização do pior negócio na história do São Paulo

A rescisão de Pablo, publicada no BID da CBF. A concretização do pior negócio na história do São Paulo Reprodução/CBF

São Paulo, Brasil

Por trás do sorriso forçado, da foto posada a pedido do presidente do São Paulo, Julio Casares, ele sim, feliz de verdade, a mágoa.

A imagem oficial publicada nas redes sociais do clube não mostram só a desilusão da contratação mais cara da história do São Paulo Futebol Clube.

Mais de R$ 38 milhões foram gastos no final de 2018 para contratar Pablo, o artilheiro do Athletico Paranaense.

O ex-presidente Leco e o ex-executivo Raí comemoraram ter dado um ‘chapéu’ no Flamengo, também interessado no atacante. Para isso, além do dinheiro pago ao Athletico, ofereceram um contrato de quatro anos, de R$ 500 mil mensais. R$ 6 milhões por ano, portanto.

O jogador, de 1m85, sempre foi um definidor. Atleta mais próximo da área, sem muita movimentação, trocas de passes, dribles. Pelo contrário. Excelente cabeceador e homem acostumado a fazer o trabalho de pivô, segurando no corpo, zagueiros adversários, e servindo meias e volantes que ficam de frente para chutar a gol.

Só que André Jardine, Vagner Mancini, Cuca, Fernando Diniz, Vizzoli, Hernán Crespo e Rogério Ceni não queriam essa mistura de centroavante dos anos 90 com pivô de futebol de salão. 

Desejaram e cobraram que Pablo fosse ‘outro jogador’. Atacante que caísse pelas laterais do campo, fizesse triangulações, tabelas com meias, se alternasse com jogadores de velocidade que atuam do lado do gramado. Tudo o que ele não fazia no Athletico, Figueirense, Real Madrid Castilla, Cerezo Osaka.

Mas, obediente, fugiu de suas características. Fez treinamentos específicos de velocidade, de técnica. Onde já ficava claro para os treinadores que o artilheiro ‘moderno’ que desejavam não era Pablo.

Mesmo assim, havia a enorme pressão de terem nas mãos o jogador mais caro da história do São Paulo. E ele teria de entrar em campo. Isso acontece em todas as equipes quando investem sem levar em consideração a maneira que o treinador vai fazer o time atuar. São contratações feitas pela empolgação de dirigentes amadores.

Pablo nunca se queixou publicamente por atuar de uma maneira que ‘não era sua’. Correr ‘a mais’, se esforçar para agradar treinadores, imprensa e torcida só acabou por desmoralizá-lo. 

A cobrança interna, e principalmente sua, que via no São Paulo, a ‘chance da carreira’, fez com entrasse em campo tenso, nervoso, afobado e mais desgastado do que havia se acostumado a jogar, por correr ‘a mais’ para obedecer seus técnicos.

Pablo perdeu gols incríveis. Também por desgaste excessivo

Pablo perdeu gols incríveis. Também por desgaste excessivo Reprodução/Youtube

E gols incríveis foram perdidos, que custaram caríssimo ao clube, e também ao atacante. O ambiente ficou insuportável, com as organizadas exigindo de Leco, e depois de Casares, a saída de Pablo.

O jogador seguia recebendo seu salário ‘altíssimo’ para as condições financeiras do São Paulo. O clube deve mais de R$ 600 milhões.

Rogério Ceni foi muito direto com a diretoria. Precisava de um atacante de muito maior movimentação do que Pablo. Com ele, seria reserva. Muitas vezes reserva do reserva.

Casares sabia que o São Paulo, além do contrato até o final deste ano, o que representaria mais R$ 6 milhões em gastos, o clube devia parte de salários e luvas ao atacante, R$ 2,5 milhões.

O dirigente, esperto, quis repassar o jogador a interessados. O primeiro, foi o clube no qual ele jogou melhor na vida. O Athletico. Mas, percebendo a situação, a direção paranaense não quis bancar os salários de R$ 600 mil até dezembro. Para só então fazer novo contrato com o jogador, em 2023, pagando luvas e, no mínimo, o mesmo dinheiro mensal.

Leco fez questão de mostrar a camisa de Pablo. Ao seu lado, com Volpi, Raí. Desperdício de R$ 60 milhões

Leco fez questão de mostrar a camisa de Pablo. Ao seu lado, com Volpi, Raí. Desperdício de R$ 60 milhões São Paulo

O Athletico preferiu esperar, mas deixando claro que estaria com as ‘portas escancaradas’, caso ele se rescindisse com o São Paulo.

O Ceará, de Tiago Nunes, com quem teve ótimo entrosamento, quis o jogador. O atacante se recusou. O Santos, de Fabio Carille, também estava disposto a pagar seus salários. E Pablo também disse ‘não’. 

Casares procurou Ceni, outra vez. E ouviu o ‘não’ definitivo ao jogador. 

O dirigente percebeu que poderia ‘desperdiçar’ R$ 7,2 milhões, deixando Pablo apenas treinando. E, depois de muita conversa, acertou o pagamento da dívida de R$ 2,5 milhões. Será parcelada até 2023. E o atacante assinou ontem a rescisão.

Ele fez 121 partidas pelo São Paulo, marcou 32 gols. E deu 11 assistências.

Sua passagem fracassada foi um enorme erro de avaliação.

Raí e Leco não consultaram ninguém ao contratá-lo.

Não tiveram a mínima preocupação como ele se encaixaria ao elenco do São Paulo.

Apenas levaram em consideração sua fase excelente no Athletico. Esqueceram que o futebol é um esporte coletivo. E que ele precisava que a movimentação do time fosse favorável às suas características físicas até.

Pablo, aos 29 anos, negocia volta ao Athletico. 'De graça', já que não tem mais vínculo com o São Paulo

Pablo, aos 29 anos, negocia volta ao Athletico. ‘De graça’, já que não tem mais vínculo com o São Paulo Conmebol

A mais cara contratação tricolor foi um desperdício.

Não por conta de Pablo, que teve ótima proposta.

Mas pelo amadorismo da direção do Morumbi.

Ele agora negocia com o Athletico, clube que lucrou R$ 38 milhões com sua venda, em 2018.

E pode contratá-lo ‘de graça’.

Conseguiu, em números ser pior do que a aposta em Daniel Alves.

Ele custou R$ 38 milhões mais R$ 22,1 milhões em salários.

R$ 60,1 milhões.

O pior negócio da história do São Paulo Futebol Clube…

Fonte: R7 – Esportes

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