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sexta-feira, abril 17, 2026

Morre Oscar Schmidt, um dos maiores jogadores de basquete do mundo, aos 68 anos

Mão Santa teve mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo, mas não resistiu e faleceu nesta sexta-feira, 17

A lenda do basquete, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. O Mão Santa, como era conhecido, teve mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo, mas faleceu nesta tarde. O ex-jogador lutava contra um câncer no cérebro desde 2011.

Oscar Schmidt é o recordista brasileiro em participações olímpicas, com cinco edições seguidas, e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.

Início no esporte

Oscar Daniel Bezerra Schmidt começou a sua trajetória profissional em 1974, pelo Palmeiras. Em quase 30 anos de carreira, encerrada em 26 de maio de 2003 no Flamengo, o ala de 2,05 m de altura deteve o recorde mundial de cestas, com 49.737 pontos conquistados em equipes que incluem Sírio, Mackenzie, além de Juvecaserta e Pavia, na Itália, e Forum Valladolid, da Espanha. Em 2024, o ex-atleta foi superado por LeBron James, que alcançou 49.760 pontos em jogos oficiais.

Oscar nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, Rio Grande do Norte, filho de militar alemão, que, em 1970, foi transferido com a família para o Distrito Federal. Ele é irmão do apresentador Tadeu Schmidt.

O ex-jogador estreou na quadra da Unidade Brasília, seguindo para São Paulo, onde, em 1974, com apenas 16 anos, conquistou, pelo Palmeiras, o Campeonato Paulista e a Taça Brasil (1977). Contratado pelo Sírio, sua equipe conquistou os Campeonatos Paulistas de 1978 e 1979, a Taça Brasil de 1979, o Campeonato Sul-Americano e o Mundial.

Atuando pela seleção, Oscar conquistou os Pré-Olímpicos de 1984 e 1988, além dos bronzes no Mundial de 1978 e no Pan-Americano de 1979. A conquista da medalha de ouro no Pan-Americano de 1987, em 23 de agosto de 1987, em Indianápolis, no Market Square Arena, foi sua consagração. O Brasil de Gérson, Israel, Oscar, Marcel e Guerrinha venceu os Estados Unidos por 120 a 115, em um jogo histórico. Foi a primeira vez que os EUA perderam uma partida oficial em casa e em que sofreram mais de cem pontos. Além disso, os americanos estavam invictos em mais de 60 jogos.

Em agosto de 2010, Oscar entrou para o Hall da Fama da Fiba e, em setembro de 2013, para o Hall da Fama do Basquete dos EUA, em reconhecimento à sua atuação em competições internacionais. Em 17 de fevereiro de 2017, o atleta finalmente jogou pela NBA, quando foi convidado a participar do Jogo das Celebridades do All-Star Game, em Nova Orleans. Também foi homenageado pelo Brooklyn Nets, que o havia selecionado em 1984, mas no qual não chegou a atuar, recebendo uma camisa personalizada dos Nets antes do jogo contra o Memphis Grizzlies.

Luta contra o câncer

Em 2010, o atleta foi diagnosticado com um tumor benigno de sete centímetros no cérebro, retirado após oito horas de cirurgia. Três anos depois, uma ressonância magnética detectou novo tumor, desta vez maligno, que foi removido cirurgicamente, além de ele ter sido submetido a tratamento espiritual e recebido uma bênção do Papa Francisco em 25 de julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio.

Comunicado oficial da família de Oscar Schmidt

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.

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