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Gabigol suspenso e liberado, cinco horas depois, por chamar o futebol brasileiro de ‘várzea’. Grêmio revoltado

Gabigol suspenso por chamar o futebol brasileiro de 'várzea'. Liberado horas depois

Gabigol suspenso por chamar o futebol brasileiro de ‘várzea’. Liberado horas depois Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

Meio-dia, suspensão de dois jogos.

Exemplo de firmeza do Superior Tribunal de Justiça Esportiva com Gabigol.

Ele ousou atacar o futebol brasileiro.

“Isso é uma piada! Por isso que o futebol brasileiro é essa várzea!”, reclamou na partida contra o Internacional, no Maracanã.

 Ele desabafava pelo cartão amarelo que recebeu do árbitro Paulo Roberto Alves Junior, por chutar longe uma das bolas de Flamengo e Internacional, depois de o goleiro Daniel ficar minutos caídos alegando estar contundido.

O jogador bateu palmas, irônico, pelo amarelo.

Foi expulso e disse que o futebol deste país é ‘uma várzea’.

O quarto árbitro ouviu o desabafo depois de Gabigol, depois do cartão amarelo. Avisou ao juiz e o desabafo foi parar na súmula do árbitro.

A procuradoria do STJD ficou revoltada. E ele correu o risco de ser suspenso por seis partidas. No julgamento acabou tomando dois jogos de suspensão.

Afinal, ele atacou o artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva; desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”.

O STJD puniu para dar uma lição aos jogadores, que precisam respeitar os árbitros e suas decisões. 

Como ele já havia cumprido uma partida, não jogaria contra o Grêmio, amanhã.

Só que cinco horas depois, a lição que ‘o futebol brasileiro não é uma várzea’, não valeu mais.

Às 17 horas, essa punição deixou de existir.

Felipão e Gabigol discutiram feio na quarta-feira. Grêmio acreditou que atacante não jogaria amanhã

Felipão e Gabigol discutiram feio na quarta-feira. Grêmio acreditou que atacante não jogaria amanhã Reprodução/TNT

O Flamengo conseguiu efeito suspensivo.

Coube ao relator e auditor do Pleno do STJD, Maurício Neves Fonseca, liberar o atleta.

De acordo com Maurício, poderia haver “prejuízo irreparável ou de difícil reparação”, se Gabigol seguisse suspenso.

E ele estará em campo.

A diretoria gremista não toma qualquer posição pública, mas há o clima de revolta pela liberação do atacante.

Ainda mais depois da áspera discussão que ele teve com Felipão, na partida pela Copa do Brasil.

O Grêmio é o antepenúltimo colocado no Brasileiro.

O Flamengo, o terceiro.

O STJD puniu o atacante para deixar claro que o futebol deste país não é uma ‘várzea’.

E o livrou da suspensão, cinco horas depois.

Qual é a mensagem que fica?

Afinal, é ‘várzea ou não é várzea’?

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