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Demissão de marqueteiro de Lula expõe crise interna na campanha

Foto usando óculos juliet que foi postada pela equipe de Lula no Instagram

Foto usando óculos juliet que foi postada pela equipe de Lula no Instagram Ricardo Stuckert/PT – 22.4.2022

A demissão do marqueteiro da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, Augusto Fonseca, na última quinta-feira (21), expôs uma crise interna no entorno do petista. Fonseca é da agência MPB Estratégia e Criação e participou das campanhas de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994, do próprio Lula (PT), em 2002, de Aécio Neves (PSDB), em 2014, e de Ciro Gomes (PDT), em 2018.

Objeto de críticas de dirigentes do PT, o jornalista e ex-ministro Franklin Martins, coordenador de Comunicação da campanha de Lula, está no centro da crise com o secretário de Comunicação do partido, Jilmar Tatto.

A disputa também envolve o comando de uma área que concentra grande parte do dinheiro destinado para a campanha. Os recursos destinados para a produção e divulgação se destacam entre os gastos das candidaturas. O valor cobrado por Fonseca pesou na decisão. Segundo petistas que estavam insatisfeitos com o trabalho dele, o contrato passava dos R$ 40 milhões. 

Entre os problemas enfrentados, estão as declarações mal recebidas por parte do eleitorado, como a defesa da revogação da reforma trabalhista de 2017 e, especialmente, da legalização do aborto. Essas defesas foram, depois de feitas, amenizadas pelo próprio Lula ou por colegas de partido, o que acabou gerando um ambiente de contradição interna.

Outro aspecto da crise é o diálogo com o eleitorado jovem. Em vez de falar em resgatar os legados do partido, membros do PT defendem que Lula fale em reconstrução e em um novo tempo após o mandato de Jair Bolsonaro (PL). “Pediram para dar uma rejuvenescida nas redes”, escreveu a equipe do ex-presidente na última sexta-feira (22) no Instagram ao postar uma foto de Lula usando óculos do modelo juliet. A postagem foi a que gerou mais engajamento nas redes do pré-candidato em mais de um mês.

O R7 entrou em contato com a deputada federal Gleisi Hoffman, presidente do PT, mas não havia recebido retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: R7 – Brasil

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