Palestras, rodas de conversa, sorteio de brindes e café da manhã – essas foram algumas das ações realizadas na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Sul, em comemoração ao Novembro Azul. A campanha busca sensibilizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata, além de conscientizar sobre a saúde masculina.
A UBS seguiu funcionando normalmente no decorrer do evento. Durante todo o dia, houve consultas em geral e avaliação da próstata de pacientes. Também foi feita testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e oferecida terapia auricular (auriculoterapia) aos presentes. A ocasião serviu ainda para atualizar a caderneta de vacinação masculina, de jovens a adultos.
“Hoje estamos fazendo essa ação, mas até dezembro, iremos vacinar jovens entre 15 e 19 anos contra o papilomavírus humano [HPV]. Ainda para os homens, público mais resistente a procurar os serviços de saúde, vale lembrar que a sala de vacina também serve para atualizar as doses faltantes”, afirma a enfermeira da UBS 1 do Lago Sul, Naiara Thomazoni. Todos os horários e locais de imunização da Secretaria de Saúde (SES-DF) podem ser acessados aqui.
Durante a iniciativa em alusão ao Novembro Azul, a gerente da unidade do Lago Sul, Fernanda Paula Silva, fez questão de elogiar a participação da equipe multidisciplinar (eMulti) – composta por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e farmacêuticos. “Esse evento reforça a importância da prevenção. Com uma Atenção Primária fortalecida, a pressão sobre os serviços hospitalares, especializados, diminui. Nós temos vários profissionais capacitados, prontos para tratar de pacientes de todas as faixas etárias.”

Hesitação em se consultar
Um dos palestrantes do dia, o médico da Família e Comunidade Leandro Santi ressalta que a campanha Novembro Azul vai além do combate ao câncer de próstata. “Temos ainda a prevenção dos cânceres que podem ser ocasionados pelo HPV, por exemplo. Também disponibilizamos testes rápidos para o vírus da imunodeficiência humana [HIV], sífilis e hepatite, assim como monitoramento dos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicose”, elenca.
Quanto ao exame de próstata, Santi lamenta que muitos homens ainda sintam receio em abordar o tema. “Vários deles se recusam a fazer o procedimento de toque retal por um preconceito relacionado à própria masculinidade, mas esse não é o único exame realizado. Mesmo com outras doenças, é um público que mostra mais dificuldade em aderir aos tratamentos do que as mulheres”, diz.
Aparecida de Freitas Pinheiro, 66, casada há 47 anos com Paulo Pinheiro, 69, diz que precisou “arrastar o marido para a UBS”. Segundo ela, “o homem não gosta de ir ao hospital. Eu tenho que pegar muito no pé dele, porque é difícil ele vir se consultar. É um problema, e eu vejo que não é só ele.”


