
Ontem, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, encontrou-se com Rodrigo Caetano, principal candidato ao cargo de diretor de seleções. Apesar da visita do diretor de futebol do Atlético ao Rio de Janeiro, a decisão final sobre sua contratação ainda não foi oficializada, porém, a alguns dias, o dirigente já havia afirmado que caso chegasse uma proposta, seria uma espécie de “convocação”.
O presidente da CBF detalhou que a função abrange a supervisão de toda a estrutura das seleções, englobando as categorias feminina e de base. Ele também ressaltou a importância da contratação de um coordenador, que trabalhará em estreita colaboração com o técnico Dorival Júnior no cotidiano da seleção masculina.
Para preencher a posição, Ednaldo Rodrigues sondou o ex-lateral Filipe Luís, recentemente aposentado do Flamengo; Mauro Silva, tetracampeão em 1994; e o ex-técnico Muricy Ramalho, atualmente no São Paulo. No entanto, todos recusaram a abordagem sem ao menos discutir a possibilidade.
Apesar disso, o mandatário expressa confiança em ter tempo suficiente para estruturar sua equipe executiva. Ele estabelece o dia 1º de março, quando Dorival Júnior fará sua primeira convocação para os amistosos contra Inglaterra e Espanha na Europa, como o prazo final para ter toda a equipe formada.
Rodrigo Caetano ainda pode permanecer?
O Atlético mantém a esperança de uma reviravolta e planeja uma “cartada final” para convencer Rodrigo Caetano a cumprir o contrato até 2026. Apesar de considerar o convite da CBF como uma “convocação” e ver como um sonho ocupar um cargo na entidade, o executivo não descarta a possibilidade de permanecer no clube.
A decisão final dependerá da vontade da família, que está bem adaptada a Belo Horizonte, mas também tem uma forte ligação com o Rio de Janeiro. Além disso, as condições apresentadas na reunião por Ednaldo Rodrigues, que serão comparadas com as oferecidas pelo Galo, terão um papel crucial na decisão do gaúcho.

