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sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Hmib moderniza UTI neonatal com central de monitoramento

Com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, a Secretaria de Saúde (SES-DF) implementou uma central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 264 mil reais, a tecnologia, chamada telemetria, permite o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos bebês. 

“É um ganho para o SUS, para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”

Virgínia Lira, pediatra neonatal do Hmib

“O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib. “Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar.”

Como funciona

No Hmib, os painéis estão distribuídos em pontos estratégicos da unidade. Há uma central principal de vigilância, na qual todos os painéis com leitos — das alas azul e verde (mais graves) e amarela (intermediários) — estão interligados. Por meio deles, as equipes acompanham, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados.

Além disso, cada ala conta com painéis instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicas de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato às informações dos leitos sob sua responsabilidade.

Pelo sistema, é possível monitorar frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória.

Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados, enquanto os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta conta ainda com alarmes sonoros, ajustáveis conforme a avaliação das equipes.

“É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira.

*Fonte: Agência Brasília

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