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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Ensaio feminista Silêncio das Gaiolas traz relatos reais de mulheres que sofreram violência

Livro da jornalista e escritora Iara Lemos está em turnê de lançamento e tem prefácio de Luiza Brunet

Baseado em histórias reais, O Silêncio das Gaiolas (Editora Mizuno) está chegando às livrarias do Brasil desde setembro e segue a agenda de lançamentos até dezembro deste ano. A publicação apresenta narrativas de mulheres que enfrentaram diferentes tipos de violência — do feminicídio à violência patrimonial, passando por abusos marcados dentro dos lares e também no campo da fé. “Escrever estas páginas foi como abrir janelas. Há dor, mas há também resistência. Quis que cada história ecoasse para além das grades que tentaram nos calar”, diz a autora.

O ensaio feminista marca uma nova fase da autora, reconhecida nacional e internacionalmente por sua atuação no jornalismo investigativo e na defesa dos direitos humanos. “Este livro nasce da urgência. Há muitas formas de violência que permanecem silenciosas, acomodadas em estruturas sociais que ainda insistem em nos aprisionar”, afirma Iara.

O prefácio é assinado por Luiza Brunet, símbolo nacional no enfrentamento à violência contra a mulher. Vítima de agressões físicas e psicológicas, Luiza transformou sua dor em bandeira de luta e hoje é referência mundial no combate às violências de gênero.

Direitos Humanos da “Cruz Haitiana” às Gaiolas

Iara Lemos é vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo e do Prêmio Direitos Humanos. Com este lançamento a escritora consolida sua presença no jornalismo literário, com obras que expõem estruturas de poder e injustiça. Seu primeiro livro, A Cruz Haitiana (In-Finita), revelou o esquema usado pela Igreja Católica para acobertar casos de pedofilia no Haiti. A obra segue em circulação internacional e encerra sua turnê com apresentações em Paris e Roma em novembro deste ano.

A jornalista também é coautora dos livros Crimes contra Mulheres e Crimes contra Crianças e Adolescentes, ambos pela Editora Mizuno, nos quais aborda, respectivamente, a violência de gênero no ambiente profissional e os riscos da ausência de regulamentação da Inteligência Artificial para a proteção de crianças e adolescentes. Iara foi delegada do Colegiado de Inteligência Artificial da OCDE por dois anos, em vaga indicada pelos Estados Unidos.

Agenda de lançamento

Recife – Fliporto | 13 a 16/11

Rio de Janeiro – Livraria Travessa | 04/12

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