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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Distrito Federal integra projeto-piloto de migração da insulina no SUS

Qualificar o cuidado às pessoas com diabetes é o foco do projeto-piloto de migração da insulina NPH para Glargina no âmbito da Atenção Primária (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), iniciativa da qual o Distrito Federal faz parte como um dos estados selecionados. Coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), a ação avalia aspectos assistenciais, logísticos e operacionais da estratégia, com impacto direto na organização do atendimento na rede pública.

Nesta fase inicial, profissionais da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) participaram de capacitação realizada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). O treinamento reuniu equipes da APS e abordou o uso correto das canetas aplicadoras de insulina glargina, os fluxos de recebimento e troca pelo paciente, além de orientações sobre manejo clínico e armazenamento do medicamento. O projeto-piloto também abrange os estados do Amapá, Paraíba e Paraná.

A capacitação inclui médicos, farmacêuticos e enfermeiros e traz orientações sobre armazenamento, troca de refil e uso correto das canetas aplicadoras, fortalecendo a atuação integrada da Atenção Primária e a segurança do paciente. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

“Essa capacitação reforça o alinhamento da Secretaria de Saúde com o Ministério da Saúde e a preocupação em qualificar a assistência. A insulina glargina facilita o uso no dia a dia, o que pode contribuir para maior adesão ao tratamento”, afirma o diretor da Estratégia Saúde da Família do DF, Ricardo Ramos.

Estratégia

A iniciativa do Ministério da Saúde responde ao cenário de escassez global das insulinas humanas NPH (protamina neutra de Hagedorn) registrado desde 2023 e amplia as alternativas terapêuticas disponíveis no SUS, assegurando a continuidade do cuidado às pessoas com diabetes.

Já utilizada no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conhecido como Farmácia de Alto Custo, para pacientes com diabetes tipo 1, a insulina glargina passa a ser avaliada também para o tratamento do diabetes tipo 2. O projeto prevê ainda a ampliação do uso do medicamento na APS, com acompanhamento por sistema de farmacovigilância e capacitação contínua das equipes.

“É uma iniciativa que amplia o acesso a uma tecnologia segura e eficaz, com menor incidência de efeitos adversos, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos usuários atendidos pelo SUS”, ressalta a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária do Ministério da Saúde, Danielle Moreira.

Público-alvo

O público inicial inclui crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 80 anos ou mais, com diabetes tipo 1 ou tipo 2, incluindo pacientes já em uso de NPH e novos usuários. A migração ocorrerá de forma gradativa, sem substituição total da insulina NPH, permitindo que a rede organize fluxos e avalie a adesão em condições reais.

A principal diferença entre as duas insulinas está no tempo de ação. A NPH possui ação intermediária, entre 12 e 18 horas, exigindo mais de uma aplicação diária. Já a glargina apresenta ação prolongada, de até 24 horas, geralmente com aplicação única diária, proporcionando maior estabilidade glicêmica e menor risco de hipoglicemia, condição caracterizada pela baixa concentração de glicose (açúcar) no sangue.

O projeto conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
*Fonte: Secretaria de Saúde do DF

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