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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Insolação: verão e exposição prolongada ao sol acendem alerta para saúde

Horas de sol na praia, na piscina ou em atividades ao ar livre parecem inofensivas, mas também podem desencadear problemas de saúde. Com o verão começando, a insolação volta a ser um risco comum. Nesse contexto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta para os cuidados essenciais.

“A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol ou a altas temperaturas, levando a um superaquecimento do corpo que não consegue mais regular sua própria temperatura. É uma emergência médica que exige atenção imediata”, explica a dermatologista e coordenadora dos ambulatórios de Psoríase e Cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Leticia Oba.

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da insolação é basicamente clínico, fundamentado na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, o médico solicita exames complementares para identificar a gravidade do quadro e verificar se houve comprometimento de órgãos.

Fatores de risco

A insolação pode ser favorecida por uma combinação de fatores ambientais e individuais. Exposição prolongada a ondas de calor e em ambientes quentes e úmidos por vários dias seguidos podem elevar o risco. Condições como obesidade, baixo nível de condicionamento físico e desidratação também dificultam a dissipação do calor corporal e prejudicam a capacidade de transpiração.

Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. “O uso de certos medicamentos também contribuem para o agravamento do quadro. Esses fatores podem atuar isoladamente ou em combinação, aumentando significativamente o risco de insolação”, ressalta Oba.

Sintomas

Os sinais da insolação costumam aparecer de forma progressiva e indicam que o organismo está sobrecarregado pelo calor. Pele quente, seca e avermelhada, aumento da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, náuseas e sensação de fraqueza são as manifestações mais comuns. Em quadros graves, podem ocorrer desmaios, convulsões, vômitos persistentes e dificuldade respiratória.

O que fazer

Diante de sintomas leves a moderados, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos suspeitos de insolação grave, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 DF) ou procurar o pronto-socorro de qualquer hospital da rede pública da SES-DF.

“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo. Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro”, reforça a especialista.

A médica acrescenta ainda que o uso de antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, não é indicado nesses casos. A ingestão de líquidos só deve ser feita se a pessoa estiver consciente e sem episódios de vômito.

Prevenção

A prevenção passa por hábitos simples no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre 10h e 16h), usar roupas leves e de cores claras e aplicar filtro solar regularmente são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação e suas complicações.

Manter boa hidratação, usar filtro solar e evitar exposição ao sol entre 10h e 16h são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

*Fonte: Secretaria de Saúde do DF

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