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Vasco presta homenagem a congolês assassinado e lança manifesto em defesa de imigrantes e refugiados

Lance

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Em evento neste domingo, em São Januário, o Vasco prestou homenagem a Moïse Kabagambe, congolês brutalmente assassinado no mês passado. Familiares do jovem de 24 anos estiveram na Colina e participaram de atividades. Em campo, houve um amistoso entre uma seleção de refugiados e funcionários do clube. O Cruz-Maltino ainda lançou um manifesto em defesa de imigrantes e refugiados.

Confira o texto:

“MANIFESTO EM DEFESA DOS IMIGRANTES E REFUGIADOS

As migrações são tão antigas quanto a humanidade. Desde os primórdios, pessoas se movimentam entre regiões, países e continentes, com diferentes motivações, ambições e dores particulares, buscando vidas melhores, estabilidade ou, tão simplesmente, resguardar suas vidas e a dos seus familiares.

As migrações sempre contribuíram para o avanço da humanidade. O enriquecimento cultural e a economia são diretamente beneficiados pelas movimentações populacionais, e o Club de Regatas Vasco da Gama é testemunha de tal realidade.

Criado em 1898, o Vasco era tido como um clube de colônia – com orgulho. Portugueses radicados no Rio de Janeiro, orgulhosos de suas tradições, fundaram um clube que refletia sua própria identidade: profundamente portugueses e não menos brasileiros. O Vasco é um clube que reflete as migrações e o sonho por uma vida melhor.

Os fundadores do Vasco da Gama não tiveram vida fácil. Taxados de estrangeiros pelas elites da época, como o diferente a ser afastado, o Vasco não recuou e trouxe para si outra bandeira histórica: a da luta contra o racismo. O clube pioneiro na inclusão de negros e trabalhadores em competições futebolísticas de alto nível no Rio de Janeiro já conhecia os caminhos da luta contra o preconceito. Luta-se contra o racismo com iniciativas de inclusão. É a mesma fórmula do combate à xenofobia, em favor de migrantes e refugiados de todo o mundo.

-> Confira a tabela do Campeonato Carioca

O Vasco da Gama se solidariza com todas as vítimas de racismo e xenofobia, e se insurge contra esses crimes. Casos como os de Moïse Kabagambe calam fundo na alma dos vascaínos e são ilustrativos das condições enfrentadas por pessoas que desejam oportunidades de vidas melhores e mais seguras.

Se o esporte é um espaço de mudança da sociedade, o combate ao racismo e à xenofobia devem estar entre as prioridades de um clube que se orgulha de seu histórico de responsabilidades diante do mundo que o cerca. O Vasco da Gama convida a todos para uma reflexão e para que juntos possamos erradicar essas mazelas que envergonham nosso país.

Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2022.”

Fonte: R7 – Esportes

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