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Unicef alerta sobre queda ‘alarmante’ de vacinação de crianças na América Latina

Criança recebe vacina anti-Covid no Brasil

Criança recebe vacina anti-Covid no Brasil José Cruz/Agência Brasil

Uma em cada quatro crianças da América Latina e do Caribe não tem o calendário completo de vacinação, o que a torna vulnerável a doenças perigosas, em uma região com uma queda “alarmante” de menores vacinados, alertou o Unicef nesta segunda-feira (25). 

“Em apenas cinco anos, o calendário completo de vacinação de difteria, tétano e coqueluche caiu de 90%, em 2014, para 76%, em 2020”, apontou o Unicef em um comunicado.

Isso significa, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, que “uma em cada quatro crianças” na América Latina não recebeu o esquema completo de vacinação de rotina que a protegeria de “diversas enfermidades”.

“A queda das taxas de vacinação na região é alarmante”, alertou Jean Gough, diretora regional do Unicef para América Latina e Caribe, com sede no Panamá. 

A situação “deixa milhões de meninos, meninas e adolescentes expostos a doenças graves, ou até mesmo à morte, quando isso poderia ser evitado”, acrescentou.

Segundo o Unicef, a queda da cobertura em 14 pontos percentuais nos últimos cinco anos afeta quase 2,5 milhões de crianças, que não receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche.

Desse total, 1,5 milhão de crianças não receberam nem mesmo a primeira dose dessa vacina.

A diminuição da cobertura de vacinação já havia começado antes da pandemia da Covid-19. No entanto, a situação se agravou com a suspensão de serviços básicos de saúde devido ao coronavírus e o medo das pessoas de se contaminar ao procurar um centro médico, garantiu a Unicef.

Fonte: R7 – Saúde

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