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Servidora do Hran é presa por cobrar R$ 1,5 mil para marcar cirurgia de paciente

A Polícia Civil (PCDF), através da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), prendeu na quinta-feira (22) uma técnica de Enfermagem do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) suspeita de corrupção passiva. De acordo com as investigações, Marlenita do Nascimento Silva, 56 anos, cobrou R$ 1,5 mil de uma família para adiantar uma cirurgia de hérnia de um cidadão que estava na fila aguardando pelo procedimento.

Além de Marlenita, uma amiga dela foi presa por apresentá-la à família e intermediar a negociação fraudulenta. Esta mulher é Sônia Lopes de Sousa, 44 anos.

Segundo a 38ª DP, uma mulher contou a Sônia que possuía um irmão que estava na fila de cirurgias do Hran há cinco anos e que o homem nunca era chamado. Sônia, então, disse que conhecia Marlenita e que ela poderia ajudar a agilizar o atendimento, mas que uma taxa de R$ 1,5 mil seria cobrada pelo serviço.

A mulher disse que tinha interesse em agilizar o atendimento, e Sônia afirmou que havia surgido uma vaga para esta sexta-feira (24). Na quarta (22), a vítima foi até a casa de Sônia, na Rua 4 de Vicente Pires, para entregar o dinheiro.

A vítima percebeu que a prática era ilegal e procurou a 38ª DP para denunciar o caso. Os agentes tomaram conhecimento e prenderam Sônia. Ela colaborou com as investigações e autorizou os policiais a lerem conversas em seu celular. Após análise superficial, os agentes constataram o crime. Depois, uma equipe foi até o Hran e prendeu Marlenita.

As duas foram presas em flagrante pelo crime de corrupção passiva. Em caso de condenação, as penas podem chegar aos 12 anos de prisão. Elas permanecem à disposição da Justiça.

A PCDF divulgou o nome das acusadas para que outras pessoas que tenham sido vítimas deste esquema ilícito possam reconhecê-las e denunciá-las.

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