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Salto da Selic torna fundos de renda fixa os mais rentáveis de 2021

FIIs de renda fixa tiveram desempenho positivo em 2021

FIIs de renda fixa tiveram desempenho positivo em 2021 Pexels

A disparada de 7,25 ponto percentual da taxa básica de juros da economia brasileira no período de 10 meses, de 2% a 9,25% ao ano, foi o instrumento monetário adotado para conter a inflação em 2021. A escalada atingiu em cheio o universo dos investimentos e devolveu os holofotes às aplicações de renda fixa.

Diante da situação, 20 dos 22 FIIs (Fundos de Investimento Imobiliários) presente no Ifix (Índice de Fundos Imobiliários) com maior valorização ao longo do ano passado pertenciam à classe da renda fixa, segundo levantamento da 2 Investe.

O maior destaque entre os fundos imobiliários partiu do Urca Capital Partners (URPR11), que apresentou uma valorização de 42,5% no ano passado. Na sequência, aparecem quatro papéis com rentabilidade acima de 20%. Foram eles: Devant Asset (DEVA11), Kinea Investimentos (KNCR11), Valora Investimentos (VGIR11) e Kinea Investimentos (KNSC11), que apresentaram ganhos de, respectivamente, 24,9%, 23,6%, 23,5% e 20,3% no período.

João Vítor Freitas, analista da Toro Investimentos, atribuiu o sucesso dos fundos de renda fixa justamente à alta da Selic. Ele explica que a classe de ativos investe em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) com taxas atreladas à taxa básica de juros e índices de inflação.

“Com as altas do IPCA e do IGP-M e a Selic caminhando para atingir um patamar de dois dígitos de novo, isso acabou potencializando muito os fundos de papéis, que conseguiram distribuir muito os lucros, o que contribuiu para um retorno expressivo da maior parte deles no ano passado”, afirma Feitas.

 

Na contramão dos ganhos significativos, outros ativos focados na renda fixa tiveram variações menos expressivas. O Riza Asset Management (RZAK11) e o JPP Capital (OUJP11) foram os únicos ativos de renda fixa com rendimento negativo, de -2,89% e -6,19%, respectivamente.

Para Piter Carvalho, economista da Valor Investimentos, os resultados apontam para uma realidade pouco conhecida entre os mais leigos. “A renda fixa oscila e não é tão fixa assim”, alerta ele, que destaca os fundos com carteira balanceada, menos agressiva e que apostaram no crédito privado.

Feitas explica que a diferente rentabilidade entre ativos da mesma classe ocorre devido à composição das carteiras e as políticas de gestão dos fundos. “Os papéis com emissor com boa capacidade de honrar seus compromissos geralmente pagam taxas menores por embutirem um risco menor”, observa o analista da Toro.

Ainda que a rentabilidade passada não garanta ganhos futuros, os especialistas alertam que os fundos imobiliários de papéis se apresentam como os mais atrativos para este ano, diante da chance de novas altas da taxa básica de juros nos próximos meses. 

“Quando a taxa de juros, que não para de subir, for normalizada e voltar a ter uma posição mais calma, os fundos vão se ajustar a essa posição e todos terão uma rentabilidade muito próxima”, diz Carvalho, da Valor Investimentos.

Outras classes

Os dados do ranking mostram ainda uma dificuldade dos fundos imobiliários atrelados a shoppings, renda variável e logística de retomarem um desempenho positivo após os piores momentos da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com Feitas, o segmento de logística sofreu menos do que os outros segmentos com a ascensão das compras online no período, o que refletiu em 2021. “Eles não andaram muito em função da taxa de juros, justamente porque tiveram um desempenho melhor do que os demais fundos de tijolo em 2020.”

Sobre o setor de shoppings, o analista adota uma cautela maior com o recrudescimento da pandemia. Ele, no entanto, observa que alguns relatórios trazem dados animadores. “Diversos shoppings já estão apresentando desempenho acima dos níveis pré-pandemia, quando o mercado estava empolgado com a recuperação econômica”, relata Freitas.

Para 2022, a expectativa é de uma retomada efetiva dos fundos imobiliários que amargaram desempenho negativo no ano passado. “Dada a premissa de que a economia está ficando sob controle, os fundos de tijolo, como os de lajes corporativas e shoppings, tendem a se beneficiar com a volta de circulação após a redução das restrições”, destaca o analista da Toro Investimentos.

 

Fonte: R7 – Economia

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