
Mesmo com a pressão da torcida por resultados e atuações mais convincentes, o pedido de demissão do técnico Abel Braga na manhã desta quinta-feira (28) surpreendeu os jogadores e a diretoria do Fluminense, visto que o próprio comandante havia declarado que a decisão por sua saída não dependia dele, e sim da diretoria.
Internamente, a permanência do treinador era tida como certa, muito por conta de sua capacidade de gerir e ajudar a blindar os jogadores, além dos feitos que entregou no começo do ano, com a conquista do Cariocão e a sequência de 12 vitórias.
“Isso (sobre deixar o cargo) tem que perguntar para o presidente. Estou em um clube que eu amo, adoro. Se eu não me sentir feliz… não estou mais querendo me conhecer, não preciso disso. Já conheço muito a vida. O que eu quero mais nesse momento é ser feliz”, afirmou em entrevista coletiva recente.
Líderes do elenco, como Fred, Fábio, Ganso e Nino já haviam saído em defesa do técnico depois das partidas em que foram vaiados, quando o nome de Abel era o principal alvo vindo das arquibancadas. Como forma de apoio, o elenco tentava dividir a carga do peso que era jogado sobre o treinador.
Em 2018, em sua penúltima passagem pelo Fluzão, o técnico também pediu para deixar o clube. Porém, a situação era outra, com fatores como a saída de jogadores, promessas não cumpridas e um ambiente pesado de salário atrasado, impulsionando o pedido de demissão.
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