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O que você precisa saber sobre os autotestes de Covid

Testes rápidos têm limitações, mas podem ser aliados para frear a transmissão

Testes rápidos têm limitações, mas podem ser aliados para frear a transmissão Toby Melville/Reuters

A autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que brasileiros possam realizar testes de Covid-19 em casa permite que uma nova ferramenta no enfrentamento da pandemia esteja disponível no país. Mas esse tipo de exame requer algumas informações sobre quando e como ser utilizado.

Na semana passada, a diretoria colegiada da agência havia deixado suspensa a decisão, alegando que o Ministério da Saúde precisaria estabelecer uma política pública para o uso dos exames.

Todavia, a cúpula do órgão regulador entendeu a necessidade que o país enfrenta, tendo em vista o avanço do número de casos provocado pela variante Ômicron do coronavírus. 

“É crescente a demanda por testes diagnósticos para detecção da doença, incluindo os destinados ao uso leigo [autoteste], que possam ser realizados diretamente pelo usuário sem auxílio de um profissional ou serviço de saúde. As tecnologias aplicadas aos produtos para diagnóstico in vitro ao longo dos anos têm evoluído para aumentar a simplicidade do uso e ampliar o acesso”, justificou a relatora do processo, a diretora Cristiane Rose Jourdan. 

Em uma segunda reunião, nesta sexta-feira (28), mesmo sem uma diretriz ministerial, a agência decidiu, por fim, liberar os autotestes, mas com algumas condicionantes.

Uma das preocupações é como os casos positivos de testes realizados em casa serão notificados às autoridades sanitárias, algo exigido por lei.

Hoje, qualquer teste feito em laboratório ou farmácia, por exemplo, é informado automaticamente ao Ministério da Saúde no caso de ser positivo.

“No que se refere à notificação, ação compulsória pelos profissionais de saúde nos sistemas oficiais do ministério, o indivíduo deve seguir todas as instruções do fabricante e atender à orientação de que, a partir do resultado positivo, procure uma unidade de atendimento de saúde (ou teleatendimento) para que o profissional de saúde, mediante estratégias postas pelo Ministério Saúde, realize a confirmação do diagnóstico, notificação e orientações pertinentes de vigilância e assistência em saúde”, acrescentou Cristiane.

Dessa forma, estabeleceu-se que o autoteste não terá caráter diagnóstico. Os resultados obtidos a partir dele não podem servir para liberar um indivíduo em uma viagem internacional, por exemplo, nem um teste positivo terá validade para afastamento laboral.

Apesar da liberação, as empresas que desejem comercializar esse tipo de produto no Brasil ainda precisam pedir autorização individualmente à Anvisa.

As análises das solicitações vão começar em fevereiro, segundo o gerente-geral de Tecnologia de Produtos para Saúde da Anvisa, Leandro Rodrigues.

Como funciona

Inicialmente, é preciso entender que, por oferecerem o resultado em um curto período de tempo, esses testes são menos precisos na detecção do vírus quando comparados ao RT-PCR, que requer estrutura laboratorial.

Esse tipo de teste, também chamado de imunocromatográfico, utiliza uma espécie de cotonete (swab) que retira secreção do nariz ou da garganta — a orientação varia de acordo com o fabricante. A amostra é colocada em um tubo com um reagente.

A mistura é posteriormente levada a um pequeno dispositivo descartável, que vai mostrar o resultado após cerca de 15 minutos. O teste é positivo se uma linha colorida aparecer nas seções C e T.

Um estudo feito por pesquisadores do Reino Unido, com diversos kits de teste de Covid-19 usados comercialmente, mostrou que a taxa de falso negativo pode variar entre 28% (sintomáticos) e 58,1% (assintomáticos).

O momento após o início dos sintomas também impactou no resultado. Os resultados são mais precisos quando o exame é feito nos primeiros cinco dias, segundo especialistas.

Quando é indicado

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) afirma que os autotestes “podem ser usados ​​se você tiver sintomas de Covid-19 ou tiver sido exposto ou potencialmente exposto a um indivíduo com Covid-19”.

O órgão sanitário ainda recomenda que as pessoas utilizem esse tipo de teste antes de participar de reuniões internas com outras pessoas que não vivem na mesma casa.

Ele também pode ser útil antes de você encontrar crianças não vacinadas, idosos, pessoas com algum tipo de imunossupressão ou com doença grave.

Como utilizar

Cada fabricante possui instruções para a realização do exame que podem variar de acordo com o kit. Mas algumas orientações básicas precisam ser observadas.

Cristiane Jourdan acrescentou que o ideal seria que houvesse uma política pública por parte do Ministério da Saúde para estabelecer informações ao público e um esquema de notificação dos casos positivos, algo que até hoje não foi apresentado.

“As campanhas orientativas são relevantes, uma vez que o usuário leigo precisa ter o suporte necessário para entender que tipo de informação o teste oferece e suas limitações, a forma correta de execução do autoteste, ou mesmo o que precisa ser observado para ter um resultado seguro, como deve ser feita a interpretação do resultado e o que ele significa, sendo importante delinear a conduta a ser tomada após a realização do teste de acordo com o resultado obtido.”

O NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) recomenda, por exemplo, que a pessoa que for realizar o teste não coma ou beba 30 minutos antes.

Além disso, é necessário ter algum dispositivo para contar o tempo, lenços de papel, um espelho, um limpador de superfície, álcool em gel ou sabonete e água corrente.

A higienização das mãos e do local onde o teste vai ser executado é fundamental, para evitar uma contaminação dos aparatos usados.

Também é necessário descartar o material da maneira indicada nas instruções — os kits vêm com um saco próprio para isto —, a fim de evitar eventual transmissão do vírus para outras pessoas.

Resultados

As chances de um teste rápido dar falso positivo são raras. Um resultado positivo significa que o indivíduo está infectado e deve, portanto, fazer isolamento pelo período de dez dias, além de usar máscara se eventualmente tiver contato com alguém.

Qualquer piora significativa do quadro, como febre persistente por mais de 48 horas ou dificuldade para respirar, exige que o paciente busque atendimento médico imediatamente.

Um resultado positivo também requer que você comunique as pessoas com quem teve contato próximo recente (dois dias).

“Se você acha que o resultado positivo do seu teste pode estar incorreto, entre em contato com um profissional de saúde para determinar se é necessário ou não teste adicional”, orienta o CDC.

Um resultado negativo em um teste rápido não descarta que a pessoa esteja infectada. Mas se todas as instruções foram seguidas e o resultado deu negativo, mesmo com sintomas, é preciso considerar dois fatores: trata-se de uma síndrome gripal causada por outro vírus ou o teste foi feito no momento errado (muito cedo ou tarde demais).

Sempre que houver dúvida, a orientação de médicos é que se procure um serviço de saúde para a realização do teste RT-PCR, considerado o padrão ouro na detecção do vírus causador da Covid-19.

Especialistas também orientam que indivíduos com qualquer sintoma gripal permaneçam isolados até a resolução do quadro. Além da Covid-19, o Brasil enfrenta alta dos casos de gripe e resfriado.

Fonte: R7 – Saúde

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