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Metade dos brasileiros abandonam o tratamento ainda no primeiro ano

Metade dos brasileiros abandonam o tratamento ainda no primeiro ano
Imagem: Divulgação

De acordo com o Registro Brasileiro de Insuficiência Cardíaca, no país, quem sofre com
problemas no coração, simplesmente, deixa de tomar os medicamentos no início do
tratamento.

O perfil de três mil brasileiros que sofrem com insuficiência cardíaca foi analisado
durante cinco anos, no primeiro estudo sobre o assunto feito no país. Entre 2011 e
2016, os pesquisadores coletaram informações de pacientes que foram internados por
conta da doença e acompanhados ao longo de todo o ano seguinte à alta hospitalar. O
que chamou a atenção é que, na maioria dos casos, os pacientes, simplesmente,
deixam de tomar os medicamentos necessários para garantir a saúde do coração e
evitar novas internações e até a morte. Especialista em cardiologia e fundador da
Amplexus, o dr. Fabrício da Silva, destaca a importância de os pacientes que sofrem
com problemas no coração seguirem as orientações médicas. “Hoje vivemos uma era
da medicina baseada em evidências, ou seja, os profissionais são norteados por
grandes estudos clínicos. Embora este cenário aumente a eficácia dos tratamentos
prescritos, precisamos entender que as peculiaridades de cada população impacta nas
respostas terapêuticas.”, afirma Fabrício.

O primeiro Registro Brasileiro de Insuficiência Cardíaca foi apresentado durante o
congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês), em
Barcelona, na Espanha. Com os dados, uma série de medidas de conscientização foram
implementadas em várias unidades hospitalares, trazendo bons resultados. Para se ter
uma ideia, o tempo de hospitalização caiu de 22 dias, em 2011, para 19,5 dias em
2016. Já o índice de mortes intra-hospitalares passou de 12,65% para 9,71%. Com base
nos estudos, os especialistas seguem focados em aumentar os meios de informações
com conteúdo sobre a importância de realizar o tratamento para a doença sem
interrupções, como explica o dr. Fabrício: “Entender o perfil da ‘síndrome do coração
fraco’, na nossa população brasileira, traz grandes possibilidades de adequação dos
estudos, focados para uma realidade única do nosso país. Cremos que cada vez mais a
medicina baseada em evidências se mesclará com a medicina de precisão, conhecendo
especificidades de cada indivíduo e/ou população.”, reforça o cardiologista Fabrício da
Silva.

No Brasil, são registrados 400 mil casos da doença por ano e a taxa de mortalidade
ultrapassa os 10%.

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