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Menina de 4 anos ganha próteses feitas em impressora 3D no DF

Maria Beattriz foi a primeira pessoa no DF a receber prótese feita por voluntários do Iesb

Maria Beattriz foi a primeira pessoa no DF a receber prótese feita por voluntários do Iesb
Iesb/Divulgação

Maria Beattriz Santana da Costa lutou pela vida desde muito cedo. Aos 2 anos a menina, moradora da Candangolândia, no Distrito Federal, foi vítima de uma infecção generalizada, ficou internada por 40 dias no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e teve que amputar as duas mãos e três dedos do pé esquerdo.

Mas, nesta semana, aos 4 anos de idade, a vida da garotinha ganhou um novo sentido. Na última terça-feira (27), Maria Beattriz foi contemplada com próteses de mãos na cor rosa, do jeito que ela sempre sonhou. O dispositivo foi planejado e doado por estudantes do Centro Universitário IESB, que usaram uma combinação de plásticos e impressoras 3D para produzir o equipamento. A iniciativa foi voluntária, não custou nada à família da pequena.

“A primeira coisa que ela fez quando colocaram as próteses foi abrir os braços e sair correndo. Ela correu até mim e me abraçou, depois fez o mesmo com o pai dela. Estava muito feliz”, detalha a mãe da menina, Gisely da Mota Santana. Ela conta que o acessório vai ajudar a criança a ter mais independência para realizar as tarefas diárias, como vestir roupas, escrever e andar de bicicleta.

Maria Beattriz, de 4 anos, perdeu as mãos devido a uma infecção generalizada

Maria Beattriz, de 4 anos, perdeu as mãos devido a uma infecção generalizada
Arquivo pessoal

“Agora ela vai poder escrever com a mão. Antes, ela juntava os dois bracinhos. Vai ajudá-la a ter mais independência e Maria vai poder andar de bicicleta, já que ela vai conseguir se segurar. Coisas mínimas para a gente, mas que para ela vão acrescentar muito”, completa Gisely.

As próteses de baixo custo funcionam com movimento de agarrar. Renan Balzani, coordenador do projeto e professor dos cursos de Arquitetura, Design de Interiores, Moda e Design Gráfico do Centro Universitário IESB, explica que elas abrem e fecham usando a flexão do punho ou cotovelo para criar a tensão para fechar os dedos. Portanto, o indivíduo que vai recebê-las deve ter um punho ou cotovelo funcional para poder tirar o máximo proveito na utilização dos dispositivos.

Além disso, as próteses devem ser prescritas por um profissional de saúde e seu uso deve ser acompanhado por um responsável da área de reabilitação. “Só com a prescrição de prótese é iniciado o processo de modelagem e impressão do dispositivo de acordo com as medidas do paciente e necessidades de adaptação. Também é feito avaliação junto a família e ao futuro usuário da prótese, explicando como é feito o uso, indicando as possibilidades e limitações”, destaca Renan.

Beattriz será acompanhada por profissionais e terá as próteses adaptadas na medida do seu crescimento, tudo gratuitamente. Algo importante para a família da menina, que chegou a comprar uma prótese no valor de R$ 20 mil com a ajuda de vaquinhas e campanhas de financiamento. No entanto, após seis meses de uso, o dispositivo ficou pequeno e já não se adaptava mais às necessidades da menina.

“O custo de uma prótese é absurdamente alto. Nós conseguimos comprar uma primeira prótese por causa das vaquinhas e, mesmo não servindo mais na Bia, é o item mais caro da nossa casa. Nós não temos carro, moramos de aluguel, então ficamos felizes de ter recebido essa prótese. E mais ainda porque outras pessoas também vão ter essa oportunidade”, diz Gisely.

Maria Beattriz antes de receber a prótese 3D

Maria Beattriz antes de receber a prótese 3D
Arquivo pessoal

Ajuda a quem precisa de próteses

Beattriz foi a primeira pessoa a ser contemplada no projeto da rede de voluntários e-Nable Brasil, que conta com a parceria de profissionais da saúde de diversas áreas.

As próteses são feitas de plásticos ABS ou PLA em impressoras 3D do laboratório do IESB. Depois de impressos, os dispositivos são montados pelos estudantes e pesquisadores. Eles funcionam com movimento de agarrar. As mãos são colocadas no punho utilizando uma faixa, como se fosse uma luva.

Como solicitar a prótese

Pessoas que se cumprem os requisitos para receber a prótese devem entrar no site da e-NABLE Brasil, clicar em solicitação, indicar a localidade e marcar o Centro Universitário IESB. Também é possível entrar em contato direto com o centro universitário pelo e-mail: [email protected].

 

Fonte: R7 – Brasília

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