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Marlon comemora assistência, mas fala em busca por espaço no Fluminense: ‘Tenho que trabalhar’

Lance

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Nesta terça-feira, o Fluminense venceu o Vila Nova por 3 a 2, em jogo válido pela terceira fase da Copa do Brasil. A partida foi marcada não apenas pelas reviravoltas, uma vez que o resultado veio de virada, mas também pela primeira atuação de Marlon nesta temporada. Após a partida, o lateral-esquerdo celebrou o retorno aos gramados e a assistência para o gol de Cano, responsável pelo empate no segundo tempo.

– Quando o Abel me chamou para entrar, ele me pediu para colocar a bola para frente, o Fred também pediu. Fiquei feliz que com o primeiro toque ajudei com a assistência. Era um momento crucial do jogo que precisávamos conseguir a virada. Fico muito feliz por voltar e ajudar. Acho que posso contribuir sim.

Em 2021, Marlon encerrou o ano em boa fase e com moral na torcida. Após alguns jogos, o jogador conquistou a titularidade e, à época, parecia que teria sequência nesta temporada. Embora a chegada de reforços o tenham transformado em terceira opção para a posição, ele afirma que não tem problemas com as escolhas de Abel Braga.

– Sempre briguei pelo meu espaço, temos que respeitar as decisões do clube e do treinador. O Pineida e o Cristiano são dois jogadores que trabalham bem como todo mundo. Claro que só um joga, então cabe a nós três ter uma disputa assídua pela vaga. Fico muito feliz hoje por ter entrado. Espero ter meu espaço, me firmar na equipe e ter sequência.

O lateral-esquerdo também contou que estava nos planos para Barranquilla, mas não viajou por conta de uma gripe. Mesmo com poucas chances, Marlon enfatizou que respeita as decisões do técnico do Flu e reiterou que segue lutando pelo seu espaço na equipe principal.

– Fiquei contente. Semana passada a equipe viajou para Barranquilla e Cuiabá. Eu estava na lista, mas peguei uma gripe e acabei não indo. Contra o Cuiabá o Pineida saiu para a entrada do Cristiano, fiquei meio baleado porque achei que poderia ser a minha oportunidade. Mas nesses quatro meses eu sempre trabalhei firme, conheço o Abel há anos, ele é um cara justo, sempre acreditou no meu potencial, nunca me deixou de canto nem nada do tipo. Falava para eu seguir trabalhando. O clube decidiu contratar, mas eu sempre fiquei brigando pelo meu espaço. Fico contente porque me preparei, não é algo que aconteceu porque o universo conspirou, eu treino bastante o cruzamento para os atacantes. A prática acabou dando certo no jogo.

CONTRATO

– Acaba no final do ano. Saíram algumas coisas dizendo que times tinham feito proposta, só não me avisaram ainda (risos). Mas ainda não falaram nada sobre renovação.

ABEL BRAGA

– Sabemos que futebol é um ciclo de emoções. Na quarta-feira você é bom, no domingo é ruim. Temos que trabalhar, sabemos que o torcedor é passional. Temos que deixar claro que entramos em todo jogo querendo vencer. O Abel tem uma história fantástica no Fluminense. Ele ama esse clube, dá muito por ele. Ele disse que era para receber a bola, fazer o cruzamento rápido, usar essa grande característica minha que ele conhece. Fiquei muito feliz. Ele me parabenizou, mas temos que manter os pés no chão. O elenco vem de uma sequência desgastante, está rodando e eu espero corresponder quando tiver chances.

DISPUTA PELA VAGA

– Eu sou muito alegre, me dou bem com a rapaziada no clube. Sempre brinco bastante com o Ganso e o Manoel, que é um cara bravo, gosto de incomodar ele no dia a dia. Digo que enquanto não estiver jogando vou ficar te incomodando aí que me deixa feliz (risos). Eu trabalho, a gente sabe que a oportunidade pode vir a qualquer momento. Os auxiliares sempre falam para continuar trabalhando. Tenho o sonho de jogar, assim como o Pineida e o Cristiano, mas sempre temos que pensar no Fluminense. Hoje fui abençoado de jogar, dar assistência. Hoje fui abençoado por ajudar.

– Sou funcionário do Fluminense, tenho que respeitar os interesses do clube, vem em primeiro lugar. O Fluminense decidiu contratar dois laterais, eu não tenho problema nenhum com isso. Tenho que trabalhar. Claro que achava que deveria estar jogando, mas quem decide é o treinador. Eu tenho que colocar todo dia a pulga atrás da orelha dele. Recebendo a oportunidade, dando uma assistência. Quem sabe no outro jogo eu entre ou não, mas a chance pode vir a qualquer momento.

TRANSFERÊNCIA

– Tive situações para sair sim. O clube tem que ver o que é melhor para ele. Sou funcionário, preciso trabalhar para corresponder e dar o melhor. Claro que eu achava que poderia ter sequência, mas preciso respeitar as decisões de quem comanda. Cabe a mim trabalhar, brigar pelo meu espaço. Na primeira oportunidade que tive acho que demonstrei que tenho condições de ficar aqui. Posso ajudar, tenho recursos. Mas nesse tempo que fiquei fora sempre me preparei, meus companheiros me incentivaram também. Sou profissional, treino todos os dias, torço pelo time. Não tem isso de corpo mole, me preparei e me capacitei para ter essa chance. Fui muito feliz. Por enquanto ninguém me disse nada sobre ficar, vamos ver o que acontece. Meus representantes estão falando com a direção do clube.

Fonte: R7 – Esportes

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