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Mais de R$ 6 milhões para o Fundo de Desenvolvimento Rural do DF em 2022

É o dobro de recurso de 2021 para financiar a produção rural. Para este ano, estão previstas mais ações para fomentar a agricultura familiar.

Foto: Divulgação Agência Brasília

Bastante produtiva e diversificada, a área rural do Distrito Federal coloca Brasília entre os 50 municípios – dos 5 mil no Brasil – com maior valor de produção agrícola e com alta participação no Produto Interno Bruto (PIB) local, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o intuito de fomentar esse cenário, o GDF investirá ainda mais em ações que buscam melhorar as condições para os produtores rurais.

Um dos programas de financiamento mais importantes para o segmento, o Fundo de Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (FDR), será ampliado em 2022. Se em 2021 a Secretaria de Agricultura teve R$ 3 milhões para serem aplicados em linhas de crédito para financiar projetos de investimento e custeio agropecuário individual e também em caráter comunitário, neste ano a estimativa é de mais de R$ 6 milhões.

O valor é proveniente da represa de pagamento de anos anteriores. O fundo é abastecido com recursos das taxas de pagamento do arrendamento rural. “A expectativa é que ultrapasse R$ 6 milhões para ser colocado à disposição para os produtores. Pode ser tanto para quem vem buscar crédito individual, como para uma associação que precisa de um aporte de uma estrutura coletiva, como um trator, caminhões, tudo isso pode ser colocado à disposição”, explica o secretário executivo de Agricultura, Luciano Mendes.

Foi por meio dos recursos do Fundo que pequenos produtores da região dos núcleos rurais Cavas de Baixo e Cavas de Cima, em São Sebastião, foram beneficiados com implementos agrícolas entregues à Associação dos Produtores Rurais da Região de Cavas (Acavas).

“Com recursos do FDR, nós recebemos uma patrulha mecanizada completa com todos os elementos. Todas as demais associações de São Sebastião também receberam. O maquinário facilita no manuseio e na rentabilidade”, afirma o presidente da Associação dos Produtores Rurais da Região de Cavas (Acavas), Arnaldino José de Souza.

O maquinário, que é uma patrulha completa, com trator grande, carreta, arado, grade e esparramadeira de calcário, beneficiou mais de 80 associados que utilizam, mediante agendamento, em suas propriedades rurais de hortifrutigranjeiros, piscicultura e criação de aves e gados.

Apoio à agricultura familiar

O DF conta com 20 mil agricultores e, destes, 7 mil são da agricultura familiar, categoria prioritária para o governo. “Não tem como ser diferente. A gente tem que atender aos agricultores que mais precisam. Temos o crédito e os programas de apoio às organizações e também compramos parte da produção dessas pessoas, como frutas, verduras e produtos de agroindústria”, explica Mendes.

A compra de produtos dos agricultores pelo governo foi uma das ações que minimizaram o impacto da pandemia de covid-19 no segmento. O ano passado foi recorde de aquisições. “O governo foi lá, comprou parte da produção e colocou à disposição da rede socioassistencial. Ou seja, com o mesmo recurso fizemos dois benefícios sociais. Compramos dos agricultores que estavam com dificuldade e preparamos cestas para um grupo de famílias, asilos, creches”, lembra o secretário executivo. Foram R$ 7 milhões utilizados na ação batizada de Papa (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura).

O projeto segue com o mesmo investimento e pretende abarcar mais produtores. Hoje são 1.300 produtores inscritos ligados a associações, entidades e cooperativas. A intenção é mudar a legislação neste ano para possibilitar que produtores individuais sejam incluídos. Com isso, a expectativa é ter mais 800 produtores das mais de 200 comunidades rurais pelo DF.

O apoio à comercialização ocorre também por meio de outro programa, o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que tem contrato para comprar itens de hortaliças e frutas da agricultura familiar a serem fornecidos a 669 escolas da rede pública para produzirem a merenda escolar.

Para 2022, a previsão é investir mais de R$ 20 milhões em compras dos agricultores do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). A grande novidade será a inclusão de novos produtos. “Este ano, com o recurso do Pnae, se desenha a possibilidade de comprar produtos lácteos para se colocar na alimentação escolar. Com isso, a gente vai fomentar a cadeia leiteira do DF”, anuncia Luciano Mendes.

*Com informações da Agência Brasília

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