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EMA diz que não sabe se é preciso uma vacina contra Ômicron

Cientistas buscam determinar se é mais resistente às vacinas do que outras mutações

Cientistas buscam determinar se é mais resistente às vacinas do que outras mutações
DADO RUVIC/REUTERS

O regulador europeu de medicamentos afirmou, nesta terça-feira (21), que “ainda não há reposta” sobre se as fabricantes de vacinas terão que adaptar a fórmula contra a Covid para combater o avanço da variante ômicron.

Essa variante que se espalha pelo mundo parece ser mais contagiosa que as anteriores e está gerando novas ondas de infecções.

Os cientistas também buscam determinar se é mais resistente às vacinas do que outras mutações.

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) estimou que é muito cedo para se pronunciar se é preciso um imunizante específico contra a ômicron.

“Ainda não há resposta sobre se precisaremos de uma vacina adaptada com uma composição diferente para enfrentar isso”, disse a diretora da instituição, Emer Cooke.

“Precisamos de mais dados sobre o impacto desta variante nas vacinas aprovadas e também para reunir mais provas”, afirmou em entrevista coletiva. 

Isso inclui a eficácia atual das vacinas para prevenir casos leves e severos da doença e quadros que impliquem uma hospitalização e morte, acrescentou.

O diretor de estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri, acrescentou que as doses de reforço das vacinas atuais parecem “fornecer uma boa neutralização cruzada” das variantes do coronavírus. 

Mas alertou que ainda é necessário ter mais semanas “antes de ter um panorama completo sobre o que podemos esperar do futuro”.

“Por enquanto, temos que ser prudentes, mas ainda assim, temos que começar a pensar em desenvolver vacinas para variantes como a ômicron para que, em caso de realmente ser preciso avançar para novas campanhas de vacinação utilizando vacinas com variantes, estejamos preparados”, considerou.

Cooke disse que com cinco vacinas e seis tratamentos disponíveis na União Europeia para tratar a Covid-19, o bloco está “em uma posição muito mais forte que no ano passado”.

Fonte: R7 – Saúde

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