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Dólar fecha perto da estabilidade contido pelo BC, e acumula queda

Em 2021, a cotação do dólar já aumentou 9,09%

Em 2021, a cotação do dólar já aumentou 9,09% Sergio Moraes/ Reuters – 31.03.2015

O dólar fechou perto da estabilidade nesta quinta-feira (23), contido por duas intervenções do Banco Central com venda de moeda após a cotação saltar acima de R$ 5,70 e a divisa brasileira lidera as perdas no mundo.

O dólar à vista mostrou variação negativa de 0,09%, a R$ 5,6634. Na semana, a moeda caiu 0,37%, reduzindo os ganhos em dezembro para 0,47%. Em 2021, a cotação salta 9,09%.

Operadores relataram fluxos de saída de recursos, que num período de liquidez menor acabam fazendo mais preço nos negócios.

O dólar foi a R$ 5,7202 na máxima do pregão, alta de 0,91%, às 11h55 (de Brasília) e se aproximou desse patamar por volta de 13h13, quando o BC anunciou o primeiro leilão de venda de dólar à vista do dia. A segunda operação ocorreu perto de 14h. Nos dois leilões, o Bacen colocou um total de US$ 965 milhões.

A autoridade monetária, assim, retomou operações extraordinárias no mercado à vista, depois de realizá-las pela última vez na terça-feira. O Banco Central tem recorrido a esse instrumento em dezembro, período típico de redução de liquidez devido ao menor fluxo de negociações e também às remessas de lucros e dividendos.

O mercado analisou ainda ao longo do dia dados da prévia da inflação ao consumidor do Brasil (medida pelo IPCA-15), que em dezembro desacelerou a alta, mas ainda com composição que indicou contínua pressão sobre os preços, complicando a tarefa do BC na política monetária. No ano, o IPCA-15 disparou 10,42%.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos reportaram dados mais firmes de inflação, que endossaram apostas de juros mais altos por lá, condição que em tese prejudica mercados emergentes pelo risco de saída de recursos de países como o Brasil para os EUA.

A volatilidade foi marcada nesta quinta. Na mínima do dia, o dólar caiu 0,74%, a R$ 5,6267, diferença de cerca de 10 centavos de real ante o pico da sessão. A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses, uma medida da percepção de instabilidade para a taxa de câmbio, está em curva descendente, mas segue acima das de pares emergentes.

E a instabilidade que marcou 2021 pelos indicativos recentes deve seguir em 2022. Além da virada na política monetária global, o mercado vai ter de lidar ainda com os ânimos pré-eleição no Brasil.

“Desde o surgimento de Lula como um potencial candidato presidencial, a polarização aumentou. Catalisadores para um rali (dos mercados domésticos) estariam associados ao surgimento de uma terceira via ou a Lula voltando-se para uma retórica mais favorável ao mercado, bem como uma solução clara para as pressões de gastos”, disse o Bank of America em nota.

O banco calcula que o dólar chegará a R$ 5,80 ao fim de setembro, mês que antecede as eleições, antes de fechar o ano em R$ 5,70.

Fonte: R7 – Economia

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