Empresas lançam Movimento de Infraestrutura para impulsionar investimentos no país
Economia Vendas do comércio crescem 0,4% de setembro para outubro, diz IBGE
Sonho de Copa: filha usa camisa autografada do Brasil pentacampeão em 2002 para ajudar a mãe se reerguer
POPHAUS: O MAIOR PARQUE DE INFLÁVEIS DA AMÉRICA LATINA CHEGA A BRASÍLIA
Safra de grãos 2022/23 é estimada em 312,2 milhões de toneladas

Desemprego cai para 8,9% em trimestre encerrado em agosto, diz IBGE

Desemprego cai para 8,9% em trimestre encerrado em agosto, diz IBGE
Imagem: Divulgação

O desemprego no Brasil diminuiu para 8,9% com a queda de 0,9 ponto percentual
registrada no trimestre encerrado em agosto, em comparação com o período anterior,
terminado em maio.

O percentual é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando
atingiu 8,7%. O contingente de pessoas ocupadas ficou em 99 milhões, batendo
novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foram divulgados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, que representa o nível de
ocupação, foi estimado em 57,1%. O resultado significa avanço em relação ao trimestre
anterior. Naquele período o nível de ocupação ficou em 56,4%. Ficou também acima do
mesmo período do ano passado, quando registrou 53,4%.

Para a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, o mercado de trabalho mostra
recuperação. “O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado,
continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”, observou.
De acordo com a pesquisa, três atividades contribuíram para o recuo do desemprego em
agosto com aumento da ocupação. O setor de comércio, reparação de veículos
automotores e motocicletas teve alta de 3% em relação ao trimestre anterior,
adicionando 566 mil pessoas ao mercado de trabalho.

O crescimento de 2,9% em administração pública, defesa, seguridade social, educação,
saúde humana e serviços sociais representou mais 488 mil pessoas empregadas,
enquanto a alta de 4,1% no grupo outros serviços significou a entrada de 211 mil
pessoas.

 

Evolução

O número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões de pessoas e caiu ao menor
nível desde novembro de 2015. Segundo a pesquisa, o resultado corresponde a uma
queda de 8,8% ou menos 937 mil vagas formais na comparação trimestral e queda e
30,1%, (menos 4,2 milhões de trabalhadores), na comparação com o mesmo período do
ano passado.

O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,2
milhões de pessoas. O número é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Na
comparação com o trimestre passado, houve alta de 2,8% no trimestre ou mais 355 mil
trabalhadores sem carteira assinada. Na comparação anual, houve alta de 16% na
informalidade – 1,8 milhão de pessoas.

Já o total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem contar
os trabalhadores domésticos, subiu 1,1% e atingiu 36 milhões.
O número de trabalhadores por conta própria ficou em 25,9 milhões de pessoas e
manteve a estabilidade se comparado ao trimestre anterior. No setor público alta foi de
4,1% e contingente chegou a 12,1 milhões.

A pesquisa indicou ainda que há 4,3 milhões de pessoas (3,8%) que o instituto classifica
como desalentada – que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não
procuram vagas por achar que não encontrariam. O resultado neste quesito manteve a
estabilidade.

 

Rendimento médio

Após dois anos sem crescimento, pelo segundo mês seguido, o rendimento real habitual
registrou alta. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 2.713.
O valor representa um avanço de 3,1% em relação ao trimestre anterior, apesar de
mostrar estabilidade na comparação anual.

“Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a
expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também é fator que
colabora”, completou a coordenadora.

 

Pesquisa

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho brasileira.
De acordo com o IBGE, a amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a
211 mil domicílios pesquisados. “Cerca de 2 mil entrevistadores trabalham na pesquisa,
em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do
IBGE”, informou.

Por causa da pandemia de covid-19, o IBGE desenvolveu a coleta de informações da
pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. A volta da coleta de forma
presencial ocorreu em julho de 2021.

“É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou
via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do
entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante”, destacou.

 

*Fonte: Agência Brasil

Compartilhe este conteúdo!

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *