Inflação para famílias de renda mais baixa cai 0,60%
IPCA tem deflação de 0,68% em julho, menor taxa da série histórica
Anvisa proíbe uso do fungicida carbendazim em produtos agrotóxicos
Caminhoneiros recebem auxílio com parcela dobrada
Estudo mostra alta da pobreza em regiões metropolitanas

Borja e Lucas Lima fora, de vez, do Palmeiras. Presente de Natal da presidente Leila Pereira

Lucas Lima e Borja. Leila foi clara. Não aceita mais desperdício de dinheiro no Palmeiras

Lucas Lima e Borja. Leila foi clara. Não aceita mais desperdício de dinheiro no Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo, Brasil

Leila Pereira tem sido firme.

Muito mais do que se esperava.

Ela tem mostrado o sangue frio, calculista, de uma empresária de sucesso.

Como presidente do Palmeiras, a dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, não aceita mais desperdício de dinheiro.

E, de forma objetiva, exigiu a situação de Borja e Lucas Lima resolvida.

Apesar de ter ‘ótima relação’ com os dois fora de campo.

Foi Leila quem deu as boas vindas à dupla na chegada ao Palmeiras.

Mas ela não se conformou com uma postura até que comum no futebol brasileiro. A dos clubes contratarem jogadores caríssimos, não ficarem satisfeitos com seu desempenho e, amarrados a longos contratos, os emprestarem pagando parte do salário.

Dois casos chamaram a atenção de Leila.

Jogadores que ela foi convencida, inclusive, a investir. Seriam dois atletas que ‘resolveriam’ dois problemas crônicos do Palmeiras: a artilharia e a articulação dos ataques. Eram atletas cobiçados por vários outros clubes. 

A força econômica da Crefisa, maior patrocinadora do futebol brasileiro, se impôs. 

Borja e Lucas Lima foram contratados a peso de ouro.

Com o plano de irem, valorizados, para a Europa.

Leila fez questão de estar na chegada de Borja ao Palmeiras. A Crefisa bancou

Leila fez questão de estar na chegada de Borja ao Palmeiras. A Crefisa bancou Palmeiras

E fecharam, para desespero de Leila, contratos de cinco anos.

A Crefisa bancou os R$ 33 milhões pela compra de 70% atacante colombiano. E, por contrato, o Palmeiras teve de bancar mais R$ 17 milhões, por os outros 30%, junto ao Atlético Nacional. R$ 49 milhões.

A mais cara contratação da história do clube.

O dinheiro, emprestado, segue sendo pago à patrocinadora.

O desempenho foi péssimo, fraquíssimo, diante da expectativa.

Ele fez um total de 112 partidas e 36 gols. Passou vários períodos na reserva. A sua falta de habilidade, de técnica, de visão de jogo, foram marcantes. Além da personalidade fechada, explosiva. A conclusão da presidente é que a compra foi feita sem pesquisa aprofundada sobre o jogador. Levada pela euforia do desempenho do atleta nos jogos finais da Libertadores, principalmente sobre o São Paulo.

O Palmeiras o emprestou para o Junior Barranquilla e para o rebaixado Grêmio. Com o Palmeiras bancando parte dos salários.

Até que, finalmente, Leila exigiu a definição, a venda do atacante. E ele foi negociado com o Junior Barranquilla por 3 milhões de dólares, cerca de R$ 17 milhões.

Borja, só pela compra e revenda, causou um prejuízo de R$ 32 milhões. Fora os salários e luvas que chegavam a 120 mil dólares mensais, R$ 680 mil, desde fevereiro de 2017.

Leila foi clara com o executivo de futebol, Anderson Barros, e a venda foi feita, sem piedade. Com o aval de Abel Ferreira.

Lucas Lima chegou para ser um dos ídolos. Decepção enorme. Leila quer saída definitiva

Lucas Lima chegou para ser um dos ídolos. Decepção enorme. Leila quer saída definitiva Cesar Greco

Com esta mesma filosofia, imposta pela presidente, Anderson Barros está fazendo ‘de tudo’ para acabar com o vínculo com Lucas Lima.

O meia foi contratado em novembro de 2017. Era apontado como um dos maiores meias do futebol brasileiro. Saiu do Santos, conduzido pelo pai de Neymar como empresário, ao Palmeiras. Com salário de R$ 1 milhão por mês. Contrato de 60 meses, cinco anos.

Mas a queixa dos treinadores que trabalharam com ele no clube eram as mesmas.

Acomodação, falta de participação nos jogos, se assumir como o meia que todos esperassem desabrochar. Se contentava em ficar tocando bola para quem estivesse mais perto, não mostrou a menor intensidade, vibração, vigor físico. 

A queixa é também de Abel Ferreira.

Fez 171 partidas e apenas 13 gols.

Acabou marcado pela torcida, saiu do clube de forma constrangedora, flagrado pelas organizadas em um restaurante lotado, sem máscara, em plena pandemia, no ano passado.

Foi emprestado ao Fortaleza. Com o Palmeiras pagando R$ 600 mil e o clube nordestino os outros R$ 400 mil.

O contrato de Lucas Lima termina em dezembro de 2022.

Leila foi clara com Anderson Barros. Ela quer que ele negocie de vez o meia. Com o Fortaleza, com o Santos, com quem quer que seja. Mas não quer o Palmeiras pagando mais nada ao jogador no próximo ano.

O clube cearense tem interesse, apesar de o desempenho do atleta ter sido apenas mediano. Decepcionante para muitos. O treinador argentino Juan Pablo Vojvoda vê o potencial técnico diferenciado do jogador. E mesmo tendo atuações instáveis, ele quer ficar com o jogador na próxima temporada, com direito à Libertadores da América.

O Fortaleza aceita renovar o empréstimo com o Palmeiras. Mas não quer pagar o salário integral de R$ 1 milhão.

Lucas Lima celebra o Fortaleza

Lucas Lima celebra o Fortaleza Reprodução/Instagram

Leila quer que Anderson Barros resolva a situação.

O mais rápido possível.

Envolva algum atleta do Fortaleza e o clube faz novo contrato com Lucas Lima com salário mais baixo. Não interessa. Ela não quer mais desperdiçar dinheiro com jogador do Palmeiras que defenda outro clube.

A pressão é que tudo seja definido até janeiro.

Leila Pereira segue muito clara.

Quer fazer o Palmeiras mais rentável possível.

Já se livrou de Borja e agora exige a saída de Lucas Lima.

Simples assim…

Com domínio do Galo, confira os campeões pelo Brasil em 2021

Fonte: R7 – Esportes

Compartilhe este conteúdo!

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.