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Bem tranquila, por 3 X 0, a Inter despacha o Milan na Copa Itália

O belo mosaico da torcida da Inter no Giuseppe Meazza

O belo mosaico da torcida da Inter no Giuseppe Meazza #CoppaItalia

Faz quase 25 anos que se cruzam os caminhos de Stefano Pioli e de Simone Inzaghi. O primeiro confronto ocorreu em Outubro de 1997, quando ambos integravam equipes da Série C1, espécie de terceira divisão da Bota. Pioli, já um veterano de 32 de idade, era o central da Fiorenzuola. Inzaghi, em seus começos, aos 21, atacante do Brescello. O prélio terminou em 1 X 1, Inzaghi não marcou, acabou substituído aos 72’. Depois, na temporada de 2015/2016, ambos de chuteiras dependuradas, Pioli era o treinador da Lazio e Inzaghi orientava as categorias de base. Até que, em Abril de 2016, o time principal levou 4 X 1 da Roma, por causa da surra Pioli ficou sem emprego e Inzaghi assumiu o seu lugar.

Stefano Pioli, do Milan, e Simone Inzaghi, da Inter

Stefano Pioli, do Milan, e Simone Inzaghi, da Inter @Serie A Calcio

Para Pioli se sucederam três anos de cambaleios, na Inter e então na Fiorentina. Em 1919, assinou com o Milan. E para o Inzaghino, assim apelidado por ser o mano mais novo do avante Filippo, hoje o treinador do Brescia, aconteceram temporadas um tanto mais felizes. Na Lazio, a Copa Itália de 2018/2019, as Supercopas de 2017 e de 2019. Daí, na Inter, que o contratou em Maio de 2021, imediatamente a Supercopa/21. E até esta data, o Inzaghino ostentava uma vantagem razoável nas estatísticas. Em 11 prélios, venceu  cinco e perdeu três, com 14 gols a 12. Eis a síntese do seu duelo de número 12, realizado nesta terça-feira, dia 19 de Abril, numa das semifinais da Copa Itália da temporada de 2021/2022.

Lautaro e Darmien. na comemoração do 1 X 0

Lautaro e Darmien. na comemoração do 1 X 0 @Serie A Calcio

Terça-feira, dia 19 de Abril
INTER 3 X 0 MILAN
Milão, Stadio Giuseppe Meazza
Árbitro: Maurizio Mariani
Gols: Lautaro Martínez/2, Gosens
Na ida: 0 X 0
No agregado: Inter 3 X 0

Bastaram 4’ para evaporar a possibilidade de uma prorrogação e de uma disputa eventual de penais. Graças a um cruzamento de Darmien e uma virada de Lautaro Martínez a Inter fez 1 X 0. A ironia: na Copa Italia, no caso de uma igualdade nos pontos e no saldo de tentos, ainda prevalece o critério dos gols em dobro anotados como visitante. Tradução: ao Milan, o viajante virtual na pugna, um empate de 1 X 1 já seria suficiente para levá-lo à decisão. Só que a Inter, a “Biscione”, serpente mitológica da Lombradia, símbolo da Inter, se provou muito mais impetuosa, e perigosa, do que o “Diavolo”, mascote do Milan.

Lautaro supera Maignan, Inter 2 X 0

Lautaro supera Maignan, Inter 2 X 0 #InterMilan

Somente aos 28’ o Milan levou o primeiro perigo à meta da Inter, uma investida isolada de Rafael Leão que exigiu uma defesa no reflexo de Handanovic. Escanteio, a bola rebatida pela retaguarda, petardo de Tonali da entrada da área, nova intervenção elástica do arqueiro esloveno. E o “Diavolo” equilibrou as ações. Ninguém, porém, pode se distrair e esquecer que Lautaro existe, E aos 46, depois de uma enfiada de seu compatriota Ángel Correa, o decisivo argentino escapuliu num contra-ataque pela esquerda e, à saída de Maignan, registrou os 2 X 0. Óbvia a euforia de Inzaghi e ostensiva a decepção de Pioli, que precisaria de muita conversa no intervalo para reanimar o seu elenco desalentado.

Uma celebração dos atletas da "Biscione"

Uma celebração dos atletas da “Biscione” #InterMilan

Havia 74.508 espectadores no Meazza, recorde absoluto na competição, cerca de 2/3 de torcedores da “Biscione”. Que testemunharam o tudo-ou-nada de Pioli no começo da segunda etapa, duas alterações radicalmente ofensivas. Entraram Brahim Diaz e o brasileiro Junior Messias nos lugares dos meio-campistas Tonali e Saelemaekers. Uma ousadia, no mínimo procurar os 2 X 2 e, em troca, deixar a sua retaguarda desprotegida. Inzaghi respondeu com a simplicidade de quem domina o resultado: bastante toque de bola e muito controle do tempo, e assim evitou as tentativas de fluência do “Diavolo”.

Na tribuna, a alegria do "Imperador"

Na tribuna, a alegria do “Imperador” @Inter

O Milan quase diminuiu aos 67’ em um lance confuso, o  tiro de Bennacer que ultrapassou uma muralha de atletas de “nerazzurro” e suplantou o imóvel Handanovic. Mas, infortúnio do Milan, o VAR notificou o árbitro Mariani de que Kalulu, impedido, tinha comprometido a visão do arqueiro. Correta a anulação da “rete”. Com um banco bem superior, Inzaghi substituiu cinco dos seus titulares, inclusive o esgotado Lautaro pelo bósnio Edin Dzeko. E o Milan não dispunha do salvador habitual, Ibrahimovic, lesionado pela enésima vez. O combate se encerrou aos 82’, passe em profundidade de Arturo Vidal, invasão de Brozovic, cruzamento até Gosens, livre na área pequena, um dos recém-entrados, 3 X 0. Um exagero o mediador decretar 6’ de acréscimos à porfia, fato que basicamente serviu para aumentar a humilhação do perdedor. De camarote, Adriano, o “Imperador”, ex-Inter, aplaudiu,

Na quarta-feira, dia 20 de Abril
JUVENTUS X FIORENTINA
Turim, Allianz Stadium
Árbitro: Daniele Doveri
Na ida: Juventus 1 X 0

Agora em seu Jubileu de Diamante, ou na sua edição 75, a Copa Itália, na realidade, já tem um século de vida. Fez a sua estreia como competição oficial em 1922, vitória do Vado, um clube que, hoje amador, se esconde na Série D, quarta divisão. Então, ostentou apenas 38 representantes das sete regiões ao norte da Bota. Com o tempo, passou a abrigar times das repartições inferiores e de todas as vinte regiões. E, nesses cem anos, diversas vezes se interrompeu até se firmar, constante, em 1957/1958, com um triunfo da Lazio.

A taça e a bola da Copa Itália

A taça e a bola da Copa Itália FIGC

Agora, por causa da Covid-19, ostentou apenas 44 times, os 20 da Série A, os 20 da B e os quatro primeiros da C. Agora patrocinada pela Frecciarossa, a empresa de trens de alta  velocidade que cruza a Bota, começou em 7 de Agosto de 2021 e até esta data teve 40 partidas e 143 tentos, a média excelente de 3,40. A decisão em Roma, 11 de Maio. A Juve, detentora do troféu, já acumula 14 títulos. A Inter, sete. A Fiorentina seis e o Milan cinco.

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Fonte: R7 – Esportes

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