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Amor em família por orquídeas reúne colecionadores na Casa de Cultura do Guará

Amanda Karolyne
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Um amor passado de pais para filha é o responsável pela Exposição Nacional de Orquídeas, que ocorreu neste fim de semana, na Casa de Cultura do Guará. Com exposição e venda das plantas, além de palestras sobre o cultivo, a décima sexta edição da feira aconteceu desde o dia primeiro de outubro até o dia 3. O planejamento é que a feira seja itinerante e seja realizada a cada dois meses.

Elena Leão, responsável pelo evento, explica se tratar de uma organização familiar que junta produtores de orquídeas. Segundo ela, o grupo Orquídea Brasília realizava as feiras no Teatro Nacional, e depois de um tempo com o teatro fechado seguiram para outros Estados. Itinerante a partir de agora, Elena planeja levar a feira para as regiões administrativas ao redor a cada dois meses. A ideia é fazer com que o conhecimento sobre as orquídeas chegue para toda a população.

A organizadora do evento conta que tudo começou como um hobbie de coleção dos pais. “Eram tantas orquídeas, que eles tinham que deixar em casa de parentes”, comenta. “Então, meu pai, de entusiasta, passou a ser orquidófilo, e depois foi presidente da Sociedade Orquidófila”. E logo o pai dela começou a juntar os produtores e colecionadores de outros estados. Ela destaca que o público masculino é quem mais gasta dinheiro com plantas raras como essas.

Hoje em dia é ela quem comanda a organização e para ela é importante frisar que todos os protocolos foram seguidos para poder realizar a feira na Casa de Cultura. “E teve fila, mas teve demarcação e aferição de temperatura, e muito álcool em gel espalhado”, afirma. Elena explica que as adequações a esse chamado novo normal têm de ser feitas para poder dar a comunidade o acesso a esse evento. “Para levar um pedaço da natureza para dentro de casa e ter um pouquinho de vida e harmonizar o ambiente com um pouco de alegria nesse momento em que estamos vivendo, que muita gente perdeu tanto”, completa.

Ela considera que como a orquídea é uma planta que tem uma durabilidade de vida mais longa que outras, é um atrativo para as pessoas. “É um ser vivo que vai continuar, ela é uma planta que vai florindo sempre na época em que foi adquirida, Se você comprar em janeiro, em janeiro do ano que vem ela vai estar florindo”, explica Elena, que diz que até mesmo em outras estações, a orquídea se for cultivada direito, vai sempre florir. São em média 35 mil espécies dessa planta espalhadas pelo mundo. A cattleya nobilior é a orquídea conhecida como rainha do cerrado, conta a organizadora.

O último palestrante do evento, João Albano, 30, conta que sua paixão por plantas veio através da família, e Elena o ajudou bastante. Os dois têm uma parceria que começou antes de namorarem. “Orquídea e música nos uniram, temos muito em comum”, conta João. Ele queria ter um orquidário desde sempre e então quando conheceu Elena, a incentivou a tomar a frente dos eventos de orquídea da família dela, e os dois se juntaram numa parceria que vai além dos eventos.

Segundo Julimar Dos Santos, administrador de cultura do Guará e da Casa de Cultura do Guará, esse foi o primeiro evento realizado no espaço desde o início da pandemia. Ele reforça que o evento foi bem organizado e seguiu os protocolos de segurança.

Magnólia dos Santos, 47 anos, costureira, e seu marido, Márcio dos Santos, 47 anos, desempregado, vieram à exposição para conhecer um pouco mais da planta. Magnólia ficou encantada com a beleza e a variedade de orquídeas que viu. “Se eu pudesse, levava uma de cada tipo. Mas não sairei daqui de mão vazia, vou levar pelo menos uma”, afirma. Ela veio para conhecer e poder aprender a cuidar, porque ficou sabendo que não é difícil cultivar tal planta. “O expositor estava me dizendo para passar para um vaso maior e molhar só um pouco e a deixar pegar um pouco de sol”, conta.

A família de Geisa Rodrigues, 36, dona de casa, sempre gostou de plantas em geral, mas ela mesma começou a cultivar por conta da pandemia e foi iniciar justamente pela orquídea. “Gosto dela por ser uma planta rústica e ao mesmo tempo delicada, de fácil cuidado e variedade”, conta.

O colecionador e produtor, José Serafim, 72, conta que comprou a sua primeira orquídea em 1974 e nunca mais parou de comprar. Na época ele gastou o primeiro salário comprando uma e nunca mais parou. “É uma mania, a gente acha interessante, a minha preferida é essa amarela a dendróbio que é a espécie asiática e as cattleyas da américa”, afirma. Ele e André Marques, 33, são parceiros de negócio desde quando se conheceram numa exposição. André cultiva orquídeas desde os 11 anos. José conta que estava expondo suas orquídeas num evento e apareceu um menino admirado com a beleza das plantas, e era André. “Então o chamei para trabalhar comigo”. Quando não estão em exposições, vendem suas orquídeas na Central Flores, na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (CEASA-DF).

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