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Adote Uma Praça já tem mais de 270 propostas de adoção de espaços públicos

Adote Uma Praça já tem mais de 270 propostas de adoção de espaços públicos
Imagem: Divulgação

O programa Adote Uma Praça já recebeu 277 propostas de adoção de
espaços públicos entre o lançamento. Do total de envios, realizados
por pessoas físicas e empresas, 61 já estão concluídos; 61 estão com
reformas em andamento; e outros 91 em fase de análise pelas
administrações regionais e Secretaria de Projetos Especiais do Distrito
Federal (Sepe). As tratativas restantes foram negadas ou suspensas
por não atenderem aos critérios definidos por decreto.

Na avaliação do secretário de Projetos Especiais, Roberto Andrade, a
quantidade de sugestões indica que a população está comprometida
com a cidade. “O projeto tem o cunho de resgate da consciência
cidadã e número de locais inaugurados”, aponta. “Em quase quatro
anos de existência, demonstra que as pessoas, físicas ou jurídicas,
absorveram bem a iniciativa. A preservação do bem público é uma
questão de pertencimento”.

As proposições para adoção contemplam 24 regiões administrativas
(RAs), dentre as quais 15 cidades já contam com espaços adotados e
inaugurados. Destacam-se o Plano Piloto e o Gama, cidades que mais
repaginaram espaços públicos. No Plano Piloto, 12 locais estão aptos
para uso e outros sete se encontram com obras em andamento. No
Gama, dez projetos já foram inaugurados e outros dez estão sendo
reformados.

“A melhor forma de prevenir a degradação das áreas é com o cuidado coletivo”Ilka Teodoro, administradora do Plano PilotoA lista de RAs com proposições aceitas e concluídas é composta
ainda por Águas Claras, Brazlândia, Ceilândia, Guará, Jardim
Botânico, Lago Sul, Paranoá, Planaltina, Samambaia, São Sebastião,
Sobradinho 2, Sudoeste/Octogonal e Taguatinga.

 

Participação social

“O programa Adote Uma Praça estimula a preservação de áreas
públicas na capital e incentiva a participação social para a melhoria de
espaços urbanos por meio de parcerias”, reforça a administradora do
Plano Piloto, Ilka Teodoro. “Isso fortalece ainda mais as ações
realizadas pelo poder público, deixando nossa cidade mais bonita,
bem-cuidada e organizada. A melhor forma de prevenir a degradação
das áreas é com o cuidado coletivo.”

Além de praças, diversos outros locais podem ser alvo de
manutenções: áreas verdes, estacionamentos, parques
urbanos,jardins, rotatórias,  canteiros centrais de avenidas, pontos
turísticos, monumentos e outros espaços e bens de propriedade do
DF colocados ao uso da comunidade.

A subsecretária se Desestatização, Desinvestimento e
Desimobilização da Sepe, Danielle Rodrigues, explica que existem
requisitos para se adotar um local: “Tem que ser uma área usável por
toda a população, área pública mesmo, e não pode haver nenhum tipo
de impedimento ao uso, como cercas e cobranças financeiras”.

A pasta busca ativamente novos adotantes, a partir da distribuição de
folders sobre o programa em áreas que já são cuidadas pela
população. “Vemos que há muitas áreas que estão adotadas, porém,
não são regularizadas dentro do programa”, comenta Danielle.
“Conversamos com moradores que moram próximo a esses pontos e,
muitas vezes, a pessoa não sabe o que é o projeto, mesmo já
cumprindo boa parte dos requisitos”.

 

Lazer garantido

Conforme estipulado em decreto, o objetivo do programa é “qualificar,
requalificar, embelezar e conservar os mobiliários urbanos e os

logradouros públicos”, bem como “promover ações urbanas
comunitárias para desenvolver o senso de pertencimento e a
qualidade de vida da população local”. A adesão pode partir de
empresas, com reformas em áreas próximas a empreendimentos –
desde que não utilizem o espaço para promoção publicitária -, ou
pessoas físicas.

É o caso da arquiteta Juliana Mendes, 38 anos, responsável pela
adoção de um parquinho na 313 Sul junto a outros moradores. Em
abril de 2019, uma outra moradora da quadra iniciou uma mobilização
para reforma do local, que estava completamente abandonado. Muitos
residentes, incluindo Juliana, aderiram à ideia e iniciaram um trabalho
de repaginação.
“Como arquiteta, verifiquei junto à administração regional como fazer a
reforma, e foi quando soube do programa Adote Uma Praça”, relembra
ela. Com o projeto aprovado, os moradores compraram novos
brinquedos, reformaram o alambrado do parquinho e trocaram areia,
com apoio de funcionários da administração.

 

Melhorias para todos

Em outubro do mesmo ano, após seis meses de trabalho intenso, o
parquinho foi reinaugurado e novas demandas surgiram. “Foi o

pontapé inicial para uma série de melhorias na praça, que estava
abandonada, e agora é um lugar vivo, com muitas crianças”, conta
Juliana.

A adoção permitiu a compra de cinco brinquedos para as crianças,
como escorregadores e balanços, instalados dentro do parquinho
infantil, além de uma mesa de pingue-pongue, uma mesa de xadrez e
golzinhos para futebol. As aquisições tiveram custo superior a R$ 35
mil, obtido por arrecadação coletiva entre os prédios da quadra.

Os amigos Filipe Alves, 25 anos, e Breno Biank, 26, não moram na
quadra, mas consideram a mesa de pingue-pongue como a melhor
parte da praça. Ambos trabalham como motoboys de terça-feira a
domingo, e, sempre que têm uma pausa entre uma entrega e outra,
estão jogando e se divertindo no espaço público.

“A gente viu ela de longe, e foi amor à primeira vista”, revela Filipe,
que, após descobrir o equipamento, comprou um par de raquetes e
uma bolinha de pingue-pongue. Breno complementa: “É uma distração
muito boa e do lado do trabalho; então, quando temos que sair, nosso
chefe manda uma mensagem e vamos. Até ele já jogou com a gente”.

 

*Fonte: Agência Brasília

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